Pax Perpétua: O internacional e a modernidade tardia

A partir de uma abordagem genealógica, o artigo discute as transformações no ambiente internacional desde o fim da Guerra Fria. Para tanto, considera o Internacional como um regime de poder que promove, de um lado, a reprodução do modelo do Estado nacional soberano como a forma de organização de comunidades políticas modernas e, de outro, a sociedade internacional como lócus de interação de tais unidades. Pela análise interpretativa de documentos produzidos pelo Secretariado Geral da Organização das Nações Unidas na década de 90 – “Uma Agenda para Paz”, “Uma Agenda para o Desenvolvimento”, “Nossa Comunidade Global” e “Uma agenda para a Democracia” – identifica a emergência do campo discursivo da paz democrática. Entende a emergência da paz democrática como uma transformação no próprio regime de poder internacional que, doravante, articula e reproduz um novo modelo de organização de comunidades políticas particulares: o Estado liberal democrático. A emergência do campo discursivo da paz democrática resulta de uma rearticulação das dimensões espaço-temporais da modernidade que passam a ser compreendidas em termos de globalidade (espaço) e atemporalidade (tempo).

Palavras-chave: genealogia, política internacional; organizações internacionais, Nações Unidas, Paz Democrática

Cena Internacional – Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (IREL) vol. 10, nº 1. Brasília, IREL, 2008 v. 10 n. 1 p. 63-187

Paulo Esteves,

http://cafemundorama.files.wordpress.com/2011/11/cena_2008_1.pdf

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