Projetos de Pesquisa
Globalização, Governança e Desenvolvimento

Power and Region in a multipolar order

Coordenação: Paulo Luiz Moreaux Lavigne Esteves

PRIMO studies the actions, relations, processes and mechanisms of BRICS states’ interactions, both in their own regions and with well-established powers, multilateral institutions and non-state actors. We combine theoretical approaches, a rigorous mixed research methodology, practical training, and the acquisition of substantial empirical expertise on regional and emerging powers with concrete practical career opportunities in academia or the private sector. PRIMO will allow to account for processes of identity construction, the formation of foreign policy goals, and the strategies of regional powers at the regional and global level. To accomplish these goals, PRIMO establishes a network of public and private partners that will substantially advance and expand already existing structures and collaboration by directing training towards employment opportunities in the private sector, enhancing the mobility of PhD students in and beyond Europe, and advancing the interests of a European research community in a global context.

O Brasil e o Campo da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento: um estudo de caso da cooperação brasileira em Moçambique

Coordenação: Paulo Luiz Moreaux Lavigne Esteves

O Brasil, os BRICS e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento” é um projeto de pesquisa sediado no Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI PUC-Rio), contando também com a participação do BRICS Policy Center, um think tank lançado pelo IRI em 2011. O projeto tem como objetivo analisar as práticas de cooperação brasileira em três regiões – África e América do Sul e Caribe – dentro do contexto mais amplo da crescente presença dos BRICS nessas regiões. O projeto tem como objeto dois campos priorizados pela Cooperação Sul-Sul (CSS) brasileira – segurança alimentar e saúde. A pesquisa deverá analisar as implicações do engajamento do Brasil em ambos os campos, tanto para agentes de cooperação brasileiros, quanto para uma variedade de stakeholders locais. Geograficamente, o projeto foca em quatro países em que o Brasil tem expandido rapidamente seus programas de cooperação: Angola e Moçambique na África e Venezuela e Haiti na América do Sul e Caribe. Este projeto desenvolverá diversos temas-chave que, em se considerando o campo da cooperação internacional para o desenvolvimento em transformação, podem ter implicações não apenas para países estudados, mas para o campo como um todo. Tais temas incluem (i) o relacionamento entre agências governamentais, companhias privadas e organizações não governamentais na cooperaçãol Sul-Sul tal como praticada pelos países BRICS; (ii) as dinâmicas da cooperação para o desenvolvimento brasileira considerando tanto demandas de seus parceiros como o comportamento de outros provedores de cooperação na África e na América do Sul e Caribe, particularmente China, África do Sul, Índia, bem como doadores tradicionais vinculados ao Comitê de Assistência ao Desenvolvimento (CAD) da OCDE; e (iii) as consequências, intencionais e não intencionais, das práticas de cooperação para o desenvolvimento brasileiras.

Estudos Críticos das Operações de paz nas sociedades pós coloniais

Coordenação: Marta Regina Fernández y Garcia Moreno

Esse projeto se concentra em três objetivos: (i) aprofundar, a partir de uma perspectiva crítica, o estudo das “novas” operações de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolvidas em sociedades pós-coloniais, (ii) estudar como essas operações atuam reconstruindo Estados dentro de um padrão específico de governança reprodutor do chamado “modelo da paz liberal”, e (iii) compreender os antecedentes históricos das operações de paz da ONU olhando especialmente para os discursos produzidos durante o movimento imperialista do século XIX e, ainda, no marco do Conselho de Tutela da ONU instituído para conduzir as colônias à independência no pós-Segunda Guerra. A análise dos discursos articulados nesses três períodos – imperialismo; Conselho de Tutela; “novas” operações de paz da ONU - permitirá que se avalie como se alteraram, ou não, os discursos sobre as políticas intervencionistas adotadas historicamente em relação às sociedades submetidas à colonização e que, atualmente, são “receptoras” de operações de paz. Visa-se construir uma argumentação que problematize como as “novas” operações de paz da ONU são informadas por uma velha lógica, a saber: a da teoria da modernização. Argumenta-se que essas “novas” operações são assentadas sobre a mesma lógica excludente e hierárquica que informou o imperialismo europeu e a ação do Conselho de Tutela da ONU. Aborda-se como a construção discursiva das sociedades alvo das atuais operações de paz como “atrasadas”, “falidas” ou “pré-modernas” cria as condições para que essas mesmas operações sejam concebidas em nome da “salvação”, do “progresso” e da “modernização” das sociedades pós-coloniais e da chamada “comunidade internacional”. Busca-se finalmente aprofundar um questionamento acerca da possibilidade de que países do chamado “Sul Global”, ativamente envolvidos em operações de paz, tal como o Brasil, venham a alterar a (velha) lógica que tem historicamente pautado as intervenções em sociedades (pós)coloniais.