Série Corona360 conversa com Gulnar de Azevedo Silva (ABRASCO) e Luis Roberto de Azevedo Cunha (PUC-Rio).

Nota Técnica – Covid-19: Um balanço de 100 dias de crise
  • Após cem dias da primeira notificação da doença à OMS, sua difusão ainda estava concentrada na Europa e nos EUA. O impacto econômico na China deve agravar a situação nessas regiões. A recessão global parece inevitável e terá impacto significativo em mercados emergentes.O Brasil ocupava a 14ª posição entre os países que notificaram casos com crescimento acelerado de número de casos.
    • Em 10 de março foi registrado o primeiro caso de transmissão comunitária. No 100º dia:
      • A maior preocupação se encontra nas regiões Norte e Nordeste, região mais vulnerável e carente de atenção do poder público;
      • A maior mortalidade encontra-se em São Paulo, em Fortaleza e na regiões do Rio Negro e Solimões no Amazonas.
      • Faixas etárias que mais aparecem em termos de óbitos estão entre 70 e 79 anos.
      • Tendência maior ao óbito de pessoas que já apresentam comorbidades.
      • Hospitalizações por síndrome respiratória aguda no Brasil têm aumentado significativamente, o que indica a progressão da transmissão da doença no país.
    • Ausência de testagem em número suficiente é um problema. A ausência de testes:
      • leva à subnotificação de casos;
      • expõe os profissionais de saúde;
    • Medidas estruturantes das estratégias de resposta no Brasil:
      • isolamento social;
      • gestão do acesso ao tratamento em UTIs;
      • presença ativa do Estado liderando as ações de promoção, atenção da saúde e proteção social;
      • investimento em pesquisa;
      • alinhamento da condução da resposta nos níveis federal, estadual e municipal.

Covid-19: Um balanço de 100 dias de crise

Com Luis Roberto de Azevedo Cunha (PUC-Rio) e Gulnar de Azevedo Silva (Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva)

Mais da série Corona360

pandemia COVID-19 vem ceifando milhares de vidas e deixando um rastro de destruição de escala global. Diante desse quadro, proliferaram comparações criadas por aqueles que buscavam compreender os efeitos da pandemia e desenhar estratégias de resposta. Do ponto de vista da saúde pública, a pandemia foi muitas vezes comparada à febre espanhola de 1918. Quando olhada pelas lentes de seus efeitos econômicos, foi comparada à crise financeira de 2008 e para alguns à crise de 1929. Finalmente, quando observada sob a perspectiva da política internacional, a pandemia foi comparada ao fim da Guerra-Fria. Embora indiquem nossa perplexidade, as comparações pouco nos ajudam a compreender a natureza, a escala ou as múltiplas dimensões das transformações que estamos vivendo.

Veja a programação completa.

No momento em que estamos praticando o distanciamento ou isolamento social, a comunidade do MAPI/IRI (PUC-Rio) se reuniu para organizar uma série de conversas com especialistas, operadores de políticas e tomadores de decisão para nos ajudar a compreender os efeitos da pandemia em suas mais diversas dimensões. Essa é a série Corona 360.

Confira a programação completa da série e outras conversas com especialistas, operadores de políticas e tomadores de decisão para nos ajudar a compreender os efeitos da pandemia em suas mais diversas dimensões. Acompanhe no Twitter com #corona360

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