Agenda do Laboratório de Metodologia em 2020.2

O Laboratório de Metodologia (LabMet/IRI-PUC-Rio) anuncia sua agenda para o segundo semestre de 2020.2. Em função da pandemia causada pelo coronavirus permaneceremos realizando nossas atividades remotamente através da plataforma Zoom. Neste semestre o LabMet oferecerá três minicursos (9h totais) e uma oficina (6h totais). As temáticas oferecidas foram pensadas com vistas a priorizar metodologias que podem ser utilizadas para a condução de pesquisas em períodos de distanciamento social. Você encontra maiores informações sobre a questão no Guia de pesquisa na quarentena: Obstáculos e possibilidades para as ciências humanas e sociais em isolamento social” que elaboramos em parceria com o Laboratório de Humanidades Digitais  (dhLab/PUC-Rio).

Nos dias 21 (15h às 18h), 23 (18h às 21h) e 25 (15h às 18h) de setembro ofereceremos o Minicurso “Estudo dos processos intertextuais à luz da Linguística Textual” ministrado pela Dra. Mônica Cavalcante (Universidade Federal do Ceará) e pela Dra. Ana Paula Lima de Carvalho (Instituto Federal do Piauí – IFPI). O minicurso nos dará um panorama dos estudos sobre intertextualidade, além de abordar intertextualidades estritas e amplas enquanto estratégias de argumentação.

Ainda em setembro, teremos  uma Oficina de Letramento Racial ministrada pela Dra. Aparecida de Jesus Ferreira (Professora Associada – UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa) nos dias 28 de Setembro e 02 de Outubro, das 15h às 18h. Ementa a divulgar.

Nos dias 19, 21 e 23 de outubro a Dra. Letícia Cesarino (PPGAS/UFSC) oferecerá o Minicurso “Introdução à etnografia online”. O curso introduzirá elementos básicos da etnografia em ambientes online, possibilidades de articulação com outras metodologias qualitativas, e orientações para ética em pesquisa online, registro de dados e escrita etnográfica. Algumas das questões a serem apresentadas e discutidas são: como entender plataformas, websites e outros ambientes virtuais como campo etnográfico? Como articular observação participante com outras técnicas de pesquisa qualitativa? Como delimitar, coletar, organizar e registrar material encontrado online? Como mobilizar princípios éticos fundamentais na pesquisa online?

Nossa última atividade do semestre será um Minicurso “Judith Butler, uma filósofa em trânsito”, ministrado pela  Dra. Carla Rodrigues (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – UFRJ) nos dias 23 (15h às 18h), 25 ( 18h às 21h) e 27 de novembro (15h às 18h) O objetivo deste curso é refazer o percurso filosófico de Judith Butler a partir de um recorte específico: a escolha de conceitos que, para serem trabalhados, exigem do/a pesquisador/a transitar entre diferentes campos teóricos, de modo a identificar e complexificar a trama conceitual tecida pela autora a partir de interlocuções com a antropologia feminista, os estudos de linguagem, a sociologia e a teoria psicanalítica.

As fichas de inscrição, ementas e programas completos serão disponibilizados ao longo do semestre em nosso site (labmetodologia.com), na aba “atividades”.

Por fim, encorajamos o acompanhamento do  curso de escrita acadêmica organizado pela professora Rosana Pinheiro-Machado. As aulas estão sendo disponibilizadas no canal da professora às terças e sextas feiras às 15h.

Clique aqui para saber mais sobre o Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio.

Paula Drumond participa da elaboração de documento da UNESCO sobre processos de construção da paz mais inclusivos

A professora Paula Drumond fez parte do Expert Team convidado pela UNESCO para contribuir para a construção do documento “Measuring Intercultural Dialogue: A conceptual and technical framework”. O documento procura fortalecer o arcabouço de evidências sobre diálogo intercultural como um instrumento para processos de construção da paz mais inclusivos.

Q&A sobre o Grupo de Estudos de Teorias de Relações Internacionais

A diretoria do GETRI construiu o Q&A abaixo para melhor explicar o funcionamento do Grupo:

Achou que ter cinco disciplinas teóricas na Graduação foi pouco? Nós também!

Estamos criando um espaço, de alunxs para alunxs, para saciar um pouco dessa sede por teorias, por meio de reuniões e debates quinzenais.

→ Mas o que estamos fazendo? Um Grupo de Estudos (GE) de teorias de Relações Internacionais 

→ Quem pode participar? Alunos da Graduação.

→ Boas notícias: seremos assessorados pelo Prof. Paulinho! Além disso, contaremos com a participação de professores convidados em encontros específicos.

→ Com que frequência nos encontraremos? Quinzenalmente, às sextas-feiras (15h-17h) a partir de agosto de 2020.

→ Ficou interessadx? Possui horário disponível nas sextas-feiras à tarde? Inscreva-se no formulário (clique aqui), até dia 17 de agosto!

→ Quer falar com a Diretoria? Aqui está nosso e-mail: gedire.2020@gmail.com

→ Devido às circunstâncias maiores, nossas reuniões esse período serão via Zoom.

Venham construir esse grupo conosco!

Seleção de membros para o Grupo de Estudos de Teorias de Relações Internacionais 2020.2

A diretoria do Grupo de Estudos de Teorias de Relações Internacionais (GETRI) da Graduação em Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) torna pública a chamada para os membros para o semestre 2020.2

O Grupo de Estudos tem como objetivo estimular a discussão sobre Teorias de Relações Internacionais a partir do olhar dos alunos da Graduação. Além disso, o Grupo possui o propósito de criar um espaço de alunos para alunos baseado nos princípios da autonomia e independência. Sendo assim, espera-se uma dinâmica conjunta e não hierárquica entre os membros com o intuito de se construir um ambiente confortável e animador para as discussões. 

A Diretoria do Grupo de Estudos se dispõe a sanar eventuais dúvidas pelo e-mail: gedire.2020@gmail.com

Edital pode ser acessado no anexo e o formulário de inscrição pode ser acessado clicando aqui.

Cursos de Inverno ofertados pelo IRI

Gosta de RI, mas não sabe se é isso que quer prestar no vestibular? Já estuda RI e quer aprofundar seus conhecimentos na área? A Graduação do IRI/PUC-RIO preparou dois Cursos de Inverno para vocês!

Política Externa 2.0: atores e agendas do século XXI

Por muito tempo o estudo da politica externa se restringiu ao conjunto das políticas públicas dos Estados para as suas relações internacionais. Isso vem mudando nas últimas décadas, a partir da inclusão de outros atores sub- e transnacionais – tais como ONGs, empresas multinacionais, organizações internacionais e regionais. Tal diversificação empírica implicou na ampliação analítica do campo de estudos de política externa – e ambas, prática e análise, serão objetos desses cinco encontros. A metodologia das aulas consiste no estudo de temas e casos emblemáticos, através de documentos oficiais, fontes primárias, e bibliografia de referência. No caso brasileiro, estudaremos a história de nossa política externa, o papel institucional do Itamarati e a diplomacia cultural do Brasil. Já desde uma perspectiva global, o multilateralismo, a cooperação, e a saúde são temas relevantes tanto para a política externa dos países do Norte e do Sul, como também para a atuação internacional de atores não-governamentais. A última aula consistirá de uma visão panorâmica sobre os temas de direitos humanos, meio ambiente e Agenda 2030 nas perspectivas das Nações Unidas e do Brasil. MAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

Regidos por algoritmos: capitalismo e política de dados em perspectiva global

Nossos cotidianos são cada vez mais geridos por algoritmos. Estamos constantemente conectados a uma rede planetária de computadores que registram e transformam nossos traços, desejos, preferências e repetições rotineiras em mercadorias virtuais trocadas e manipuladas para os mais diversos fins. Essa dependência das tecnologias digitais e seus algoritmos é o motor que leva o capitalismo para uma nova e poderosa era: o capitalismo da vigilância. Com grande poder disruptivo, as práticas e modelos de negócio dessa nova era capitalista estão digitalizando e transformando profundamente as sociedades em velocidade cada vez mais acelerada. Neste curso iremos explicar e analisar imperativos e práticas desse novo tipo de capitalismo digital de alcance global. Mais especificamente, ao longo de cinco sessões, explicaremos o que vem a ser “capitalismo de vigilância”, analisaremos como a Google é, hoje, uma das empresas mais rentáveis de toda história mesmo oferecendo serviços gratuitos e como o jogo Pokemon Go transborda para o mundo off-line métodos de controle e condicionamento de comportamento desenhados para o mundo on-line. Além disso, refletiremos sobre o valor da liberdade e como o capitalismo da vigilância pode ameaçar as subjetividades, condicionando nosso comportamento. Por fim, vamos levantar questões sobre como vários projetos de uso intensivo da tecnologia da vigilância podem ganhar ainda mais espaço em função da busca por segurança, agora justificada pela pandemia da COVID-19. MAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

Publicação dos anais de seminário sobre o trabalho de Judith Butler

Em Abril de 2019, discentes da pós-graduação do IRI organizaram o seminário “Performatividade, Precariedade, Política: desdobramentos interdisciplinares da obra de Judith Butler”, que se propôs a dar um passo no diálogo entre pesquisadoras/es de diferentes áreas acerca de um eixo comum que é o trabalho de Judith Butler. Agora, como resultado do seminário, foram publicados os anais do evento.A princípio, a conturbada passagem da filósofa pelo Brasil em 2017 poderia levar a pensar que os escritos de Butler não haviam sido bem recepcionados no país – ou, por muitos, sequer lidos. Os anais deste seminário (além do evento em si), sem dúvidas, comprovam o contrário: há sim terreno para se estudar a teoria butleriana no Brasil. A publicação conta com diversos trabalhos apresentados ao longo do seminário e pode ser acessada por aqui

Paula Drumond vence o International Affairs Early Career Prize 2020

A professora Paula Drumond é a vencedora do prêmio International Affairs Early Career Prize 2020 da revista International Affairs. O artigo premiado é intitulado “What about men? Towards a critical interrogation of sexual violence against men in global politics” e está disponível para acesso gratuito. A professora também assina um post no blog da publicação onde discute as implicações políticas do seu artigo. Em março, a professora comentou que sua indicação era especialmente relevante dada a grande circulação da revista, que possui um amplo leque de temáticas abordadas, em um campo no qual estudos sobre gênero ainda são marginalizados e pouco reconhecidos. Além disso, por ser a única mulher do Sul Global indicada, Drumond afirmou que sua indicação era extremamente significativa no movimento de ressaltar a contribuição de mulheres não-anglófonas para a área das Relações Internacionais, apesar de uma série de constantes entraves.

“A gente já é marginalizada, discriminada, duvidada e questionada o tempo inteiro […] independente do que acontecer, eu já estou feliz de ter entrado nessa lista com um trabalho feminista, seja por ter de alguma forma conseguido fazer com que esse trabalho tenha sido reconhecido pela qualidade dele em junto com outros trabalhos. [..] E também pelo fato de que sou a única mulher da lista”, afirmou a professora.

BRICS Policy Center entre os 10 melhores da América Latina

Pelo nono ano consecutivo, o BRICS Policy Center foi reconhecido entre os melhores Think Tanks do mundo. O resultado foi divulgado através do Global Go To Think Tank Index Report 2019, produzido pela Universidade da Pensilvânia. O relatório é o resultado de um survey respondido por mais de 3.974 acadêmicos, doadores públicos e privados, tomadores de decisão e jornalistas. O ranking reúne mais de 8.000 Think Tanks ao redor do mundo.

Em 2019, o BPC subiu mais uma posição e aparece no top 10 da categoria “Melhores Think Tanks na América Central e América do Sul”. Desde 2016, foram 17 posições conquistadas na categoria. O Centro foi destaque também entre os “Melhores Think Tanks Afiliados a Universidades”, alcançando a melhor posição do Brasil e o sétimo lugar no mundo.

No ranking de “Melhor Programa de Pesquisa Transdisciplinar”, o BRICS Policy Center aparece entre as cinco primeiras colocações, sendo o primeiro colocado nacional.

O BPC também é o melhor do Brasil nas categorias “Top Think Tank de Ciência e Tecnologia” e “Melhor Think Tank Network”. Além disso, o Centro ganhou destaque pela primeira vez na categoria “Melhor Think Tank de Social Policy“, ocupando a terceira maior posição do Brasil.

Para acessar o ranking completo referente ao ano de 2019, clique aqui.

Modalidades de Guerra no Cotidiano

O Instituto de Relações Internacionais (IRI/PUC-Rio) realizou, entre os dias 4 e 6 de Setembro de 2019, o seminário Modalidades de Guerra no Cotidiano: a circulação de práticas de segurança em perspectiva local e global.

Diante de um quadro cada vez mais marcado por índices preocupantes de violência urbana, a intensificação do poder de fogo e o aprimoramento tático da força pública são reivindicados como necessidades políticas incontornáveis em nosso período contemporâneo, este evento inseriu-se nesse contexto e buscou estimular discussões sobre a forma com que modalidades de guerra estão presentes em nosso cotidiano, bem como os efeitos dessa presença.

Para tal, o Seminário reuniu acadêmicos internacionais especializados em estudos sobre as transformações da guerra. Os participantes foram mobilizados em debates estruturados em três eixos principais. No primeiro, os painelistas buscaram localizar o Rio de Janeiro nas transformações históricas da violência e no mapa da circulação global de modalidades de guerra. Já o segundo eixo voltou-se à investigação dos efeitos locais da circulação de modalidades de guerra, bem como à reflexão sobre a manifestação cotidiana da presença dessas formas de guerra. Por fim, os participantes foram encorajados a se debruçar sobre os painéis dos dias anteriores e analisarem as implicações desses debates para o repertório teórico-conceitual no campo dos Estudos de Segurança, bem como para a forma com que entendemos o problema da militarização e o lugar do Sul Global – mais especificamente, do Rio de Janeiro – nessa seara.

O Seminário Internacional teve início em 4 de setembro, com o painel “As estruturas da guerra: modernidade, capitalismo, violência e suas transformações na política contemporânea”, com a participação de Matt Davies (New Castle, IRI PUC Rio), Marildo Menegat (NEPP-DH, UFRJ) e Philippe Bonditti (Université Catholique de Lille), sob a moderacão da Professora Monica Herz (IRI PUC-Rio). Buscando contribuir para as reflexões sobre circulação global de modalidades de guerra e suas configurações locais, os participantes deste painel exploraram os elementos estruturantes dessas dinâmicas. Dito de outro modo, como modalidades de guerra são estruturadas global e localmente? Que condições históricas estão ligadas às transformações da estruturação de modalidades de guerra? De que forma as transformações históricas na circulação de modalidades de guerra estão ligadas a rearticulações da violência na política internacional?

Em seguida, Anna Leander (IRI PUC Rio; Graduate Institute of Geneva), Monica Herz (IRI/PUC Rio) e Paulo Pereira (PUC SP) integraram o painel “As circulações globais de modalidades de guerra”, com a moderação de Jana Tabak (UERJ). Nessa ocasião, os participantes refletiram sobre as formas e os efeitos concretos de modalidades de guerra no período contemporâneo, discutindo as articulações discursivas e mecanismos por meio dos quais tais práticas circulam globalmente e explorando os contrastes e/ou conexões entre modalidades de guerra e processos globais de reorganização da violência.

Marcia Leite (UERJ), Bruno Cardoso (UFRJ) e Arlene Tickner (Universidad del Rosario) iniciaram os trabalhos no segundo dia do Seminário (5 de setembro), com o painel “O global é aqui: crise e configurações locais de modalidades de guerra”, com a moderação de Manuela Trindade Viana (IRI PUC-Rio). Aqui, a cidade foi o palco central dos debates. Partindo da provocação de que a mobilização da ideia de “crise” tem catalisado e aprofundado práticas de vigilância, controle, poder de fogo e proteção humanitária em diversas cidades do mundo, os participantes deste painel discutiram aspectos como formas concretas que modalidades de guerra adquirem em locais específicos; como o discurso de “crise” afeta práticas de segurança pública no Sul Global; e as conexões e/ou contrastes entre essa mobilização da “crise” e a profusão de modalidades de guerra nas cidades.

No quato painel realizado, Jana Tabak (UERJ) buscou engajar Cynthia Enloe (Clark University), Victoria Basham (Cardiff University), e Vera Malaguti (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) em uma discussão sobre como as modalidades de guerra moldam nossas rotinas. Com o título “Normalização da violência cotidiana em defesa da sociedade”, as participantes do referido painel refletiram sobre os termos com base nos quais nós viemos a, tão frequentemente, normalizar a violência em defesa da sociedade em nosso cotidiano.

O quinto e último painel do Seminário Internacional consistiu em uma mesa-redonda formada por Pinar Bilgin (Bilkent University), João Pontes Nogueira (IRI/PUC Rio) e Nivi Manchanda (Queen Mary University of London). Com estimulantes provocações de Philippe Bonditti (Université Catholique de Lille), os participantes da mesa “Quão críticos são os estudos críticos de segurança?” foram sabatinados a respeito de suas visões sobre três temas: i) os limites da “criticalidade” e de conceitos-chave nos chamados “estudos críticos de segurança”; ii) os vícios analíticos resultantes da reprodução de perspectivas teóricas do Norte no Sul Global; e iii) como perspectivas teóricas do Sul Global podem contribuir para os estudos críticos de segurança em Relações Internacionais.