No “melhor interesse” de quem?: infância, crianças e a política

O seminário “No ‘melhor interesse’ de quem?” propõe uma reflexão sobre o regime internacional de proteção da infância com o objetivo de ir além do foco na vitimização das crianças. Profissionais de diversas áreas de pesquisa e atuação participarão dos debates sobre a relação entre infância, crianças e política internacional. Serão abordadas questões sobre os direitos das crianças, suas potencialidades e limites; a militarização da infância; mobilidade e imobilidade geográfica; e a participação política e social de crianças e jovens. O evento acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de maio, de 9h às 13h, no Auditório do RDC (PUC-Rio).

O seminário é uma realização do IRI/PUC-Rio com o Departamento de Serviço Social PUC-Rio em parceria com o CIESPI, International and Canadian Child Rights Partnership (ICCRP), FAPERJ e CAPES.

Programação:

20 de maio de 2019 | Dia 1 – O Regime Internacional de Direitos da Criança e a produção da ideia da infância universal: debates, desafios e potencialidades

9:00 – Cerimônia de Abertura

09:30-10:45 – Palestra de Abertura: Crianças (in)Seguras: Repensando as Fronteiras entre a Política de Direitos e as Práticas de Proteção Infantil

Moderadora: Irene Rizzini (PUC-Rio, Brasil)
Jo Boyden (Universidade de Oxford, Reino Unido)

11:00-13:00 – Os 30 Anos da Convenção sobre os Direitos da Criança: Avanços e desafios

Moderadora: Jana Tabak (PUC-Rio, Brasil)
Maria Laura Canineu (Human Rights Watch, Brasil)
Maria Letícia Nascimento (USP, Brasil)
Rebeca Cristina Cassiano dos Anjos (Representante das Crianças e Adolescentes do Rio de Janeiro no Comitê de Participação de Adolescentes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA)).
Tara Collins (Ryerson University, Canadá)

21 de maio de 2019 | Dia 2 – A abordagem ambivalente sobre a infância e a criança: a criança “em risco” e “como risco”

9:00-11:00 – Infâncias Roubadas? As Experiências de Crianças e Adolescentes “Fora do Lugar”

Moderadora: Sonia Kramer (PUC-Rio, Brasil)
Irene Rizzini (PUC-Rio, Brasil)
Lorraine van Blerk (University of Dundee, Escócia)
Marit Ursin (Norwegian Center for Child Research, Noruega)
Mónica Ruiz-Casares (McGuill University, Canadá)
Vanessa Rojas (Young Lives, Peru)

11:15-13:00 – Entre Brinquedos e Fuzis: A Militarização da Infância no Mundo Contemporâneo

Moderadora: Manuela Trindade Viana (PUC-Rio, Brasil)
Dee Brillenburg Wurth (Conselheira de Proteção de Crianças, Nações Unidas)
Helen Brocklehurst (University of Derby, Reino Unido)
Jana Tabak (PUC-Rio, Brasil)
Thainã de Medeiros (Movimentos, Rio de Janeiro, Brasil)
Yves Abdalah (Jovem Refugiado Congolês, Movimento Mawon, Rio de Janeiro, Brasil)

22 de maio de 2019 | Dia 3 – Entre tempos: As potencialidades das crianças no limite

09:00-10:45 – Roda de Conversa: (Des)Ordenando o mundo: crianças, adolescentes e a participação política

Moderador: Antonio Carlos de Oliveira (PUC-Rio, Brasil)
Debatedora: Laura Wright (International Institute for Child Rights and Development, Canadá)
Kay Tisdall (Edinburgh University, Escócia)
Flavia Pires (Universidade Federal da Paraíba, Brasil)
Lucas de Almeida Alves dos Santos (Jovem Ativista, Fórum Juventude Sul Fluminense em Ação, Volta Redonda, Brasil)
Lucy Jamieson (University of Cape Town, África do Sul)

11:00-13:00 – À Espera de um Mundo Melhor: A infância como espaço de investimento no futuro

Moderadoras: Irene Rizzini e Jana Tabak (PUC-Rio, Brasil)
Esteban Cipriano (Coletivo Nuvem Negra, PUC-Rio, Brasil)
Luciana Phebo (UNICEF Brasil)
Sarada Balagopalan (Rutgers University, EUA)
Walter Kohan (UERJ, Brasil)

13:00 – Encerramento

O evento contará com tradução simultânea inglês-português

Corpos plurais: encontro transdisciplinar de arte e política

O encontro Corpos plurais: encontro transdisciplinar de arte e política pretende dar visibilidade a pesquisas acadêmico-artísticas que, de diferentes formas, apostam no corpo como uma ferramenta potente de (re)existência. Com palestras, performances e atividades coletivas – todas acontecendo no mesmo dia, em diferentes espaços do campus da PUC –, este evento teórico-prático quer dar a ver corpos em diversidade, afrodiaspóricos, feministas e queer, que nas últimas décadas vêm produzindo saberes a partir de suas próprias práticas e existências.

A programação, organizada por discentes da PUC-Rio e detalhada abaixo, visa instigar reflexões sobre a cadeia hierárquica de injustiças e desigualdades que historicamente violenta corpos subalternizados no Brasil e no mundo. Acontecerá no dia 16 de maio de 2019, no campus da PUC-Rio (Gávea), no terceiro andar do prédio do Departamento de Artes & Design (localizado na Vila dos Diretórios).

O corpo é capaz de resistir aos dispositivos de controle que o atravessam e o constituem – família, escola, governos, medicina, psicologia, instâncias jurídicas e religião. Ao reconhecer a atuação desses dispositivos como mecanismos de produção de verdades – identitárias e socialmente segregadoras – abrimos o caminho para que, através da crítica, eles possam ser revelados e desconstruídos. 

O corpo pode se converter em uma máquina produtora de novos sentidos, novos territórios de ocupação contranormativos e insubordinados, e a arte tem papel fundamental neste processo. Acreditamos que todo corpo é político e que, através dos corpos, a arte externaliza potências políticas, trabalha na ressignificação de comportamentos, na geração de novos saberes do corpo, convertendo-se em instrumento de guerrilha e estratégia de resistência. 

O encontro Corpos Plurais está sendo organizado por discentes de Letras, Artes & Design e Relações Internacionais, e financiado pelo Instituto de Estudos Avançados em Humanidades do CTCH da PUC-Rio.

PROGRAMAÇÃO:

10h – Abertura – Reespirando Juntes: atividade coletiva sensibilizando corpos para a escuta das diferenças.

– Dani Lima (coreógrafa e bailarina, doutoranda em Literatura Cultura e Contemporaneidade, PUC-Rio)

– Elizabeth Franco (Instrutora de Tai Chi Chuan, doutoranda em Artes & Design, PUC-Rio

10h30 – Mesa de abertura: 

– Luisa Buarque (Instituto de Estudos Avançados em Humanidades, PUC-Rio) e Guilherme Altmayer (doutorando em Artes & Design, PUC-Rio) apresentam o evento. 

10h45 – Palestra

– Eleonora Fabião (Teórica e performer, professora do Programa de Pós Graduação em Artes da Cena,  UFRJ). 

12h15 – Almoço coletivo.

Ação performativa comandada por Elizabeth Franco, doutoranda em Artes & Design, PUC-Rio. Uma provocação aos corpos normatizados em sua forma de comer. (VAGAS LIMITADAS – Sujeito a lotação)

13h30 – Performance no Campus – Ação estético-política “Encruzilhada”.

– Lucas Santos, graduando em Artes & Design da PUC-Rio

14h/16h –  Mesa: Como insurgir o corpo? (De)formações e estranhamentos na produção de saberes. 

– Carla Rodrigues (flósofa, professora do Departamento de Filosofia da UFRJ) 

– Helder Thiago Maia (pesquisador de literatura e teoria Queer, pós-doutorando em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, USP)

– Andiara Ramos (pesquisadora das relações entre as ações estético-políticas de resistência e a escrita ativista de grupos minoritários)

– Adriana Azevedo (artista e crítica cultural, pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade, PUC-Rio)

Provocadora: Denise Portinari (Professora do Departamento de Artes & Design, PUC-Rio);

16h15/18h30 – Mesa: Como falar o corpo? Desobediência e lugares de fala. 

– Fátima Lima (antropóloga e professora do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais PPRER/CEFET e colaboradora da Casa das Pretas

– Renato Noguera (filósofo e pesquisador de estudos afro-brasileiros na UFRRJ)

– Michelle Mattiuzzi (performer e escritora)

– Luciana Bastos (bailarina, membro durante 6 anos do Núcleo de Formação continuada da Escola Livre de Dança da Maré, atualmente trabalha com o corpos idosos na favela)

Provocadora: Mariana Patrício (CCE, PUC-Rio);

18h40 – Fechação: “Super Zentai – Corpo, gênero e  identidade”. 

Ação do performer Rafael BQueer, seguida de convocação para dança coletiva com Haroldo André Garcia (doutorando em Literatura, Cultura e Contemporaneidade, PUC-Rio). 

Percursos Criativos para Culturas de Equidade

Percursos, caminhos, movimentos, trilhas… Diversas formas de construir culturas de equidade – de gênero, raça, sexualidade, classe – existem, resistem, se reinventam, se articulam e nos inspiram a buscar reflexões e práticas que possibilitam um tempo presente e futuro de menos desigualdades.

A iniciativa Culturas Globais de Equidade de Gênero (GlobalGRACE) convida para a experiência “Percursos Criativos para Culturas de Equidade”, uma série de trocas, práticas e reflexões que irá reunir artistas, ativistas, professoras/es, pesquisadoras/es, aberta a todes que buscam nas artes, nas mais diversas experiências culturais e identitárias inspirações e ferramentas de ação e incidência política.

O evento é co-organizado pelas equipes GlobalGRACE do Brasil – composta por Promundo-Brasil, Instituto Maria e João Aleixo, Observatório de Favelas do Rio de Janeiro e Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio – e do México – composta por Voces Mesoamericanas e Universidade Nacional Autônoma de Chiapas.

Confira abaixo a programação e inscreva-se em
https://forms.gle/JmrU1VmiJ2zkcA1Z8

>>> 07/05 – GALPÃO BELA MARÉ <<<

Rua Bittencourt Sampaio, 169 – Maré, Rio de Janeiro

::: O Poder da Curadoria: Reflexões sobre Arte e Política :::

||| Das 14h às 16h |||

– Participações Confirmadas –

Denilson Baniwa | Publicitário, articulador de cultura digital, ilustrador, diretor de arte, comunicador, web ativista, artista gráfico e ativista dos direitos indígenas
Jean Carlos Azuos | Coordenador Educativo do Galpão Bela Maré
Keyna Eleison | Curadora, pesquisadora e desenvolvedora em arte e cultura
Libre Gutiérrez | Pintor muralista, desenhista e arquiteto de rua mexicano
Mariah Rafaela Silva | Pesquisadora em gênero, sexualidade, subjetividade e história da arte
Ronald Duarte | Curador da exposição “Metrópole Transcultural” no Galpão Bela Maré
Mediação: Deyanira Clériga

||| Das 16h às 18h |||
Aula de Jongo
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>>> 08/05 – PUC-RIO <<<

Auditório AMEX

::: Violências de Estado: Resistência e Potência das Periferias :::

||| Das 14h às 16h |||

– Participações Confirmadas –

Jose Manuel Valenzuela | Professor pesquisador do Departamento de Estudos Culturais da universidade mexicana El Colef – El Colegio de la Frontera Norte
Luciano Ramos | Coordenador de Projetos do Promundo-Brasil
Pablo Ares | Iconoclasistas (Duo argentino de mapeamento coletivo itinerante)
Raquel Willadino | Diretora do Observatório de Favelas
Shyrlei Rosendo | Integrante do Fórum Basta de Violência: Outra Maré é Possível
Tiago Tosh | Artista Plástico
Mediação: Mohara Valle

||| Das 16h às 18h |||
Ginásio da PUC
Aula de Passinho
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>>> 09/05 – GALPÃO BELA MARÉ <<<

Rua Bittencourt Sampaio, 169 – Maré, Rio de Janeiro

::: Movimentos, fronteiras e diásporas: práticas de re/construção de memória :::

||| Das 14h às 16h |||

– Participações Confirmadas –

Giselle Florentino e Fernanda Nunes | Integrantes do Fórum Grita Baixada: Direito à Memória e Justiça Racial
Lívia Vidal | Integrante do Coletivo Mulheres de Pedra
Mércia Britto | Sócio-fundadora e Diretora Executiva do Cinema Nosso
MC Martina | Poeta
Wallace Lino | Ator e Fundador da Cia Marginal
Mediação: Aldo Jorge Ledón

||| Das 16h às 21h30 |||
Roda de Samba
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Mais sobre GlobalGRACE

O projeto GlobalGRACE, Global Gender & Cultures of Equality (www.globalgrace.net) é um programa de pesquisa de 51 meses de duração (2018-2021) financiado pelo Global Challenge Research Fund (GCRF/RCUK). O projeto mobiliza intervenções artísticas, curadorias e exibições públicas para pesquisar e possibilitar abordagens de gênero que contribuam para o bem-estar internacionalmente. Liderado por uma equipe de pesquisadoras/es de Goldsmiths, University of London, o projeto inclui acadêmicas/os e ONGs de Bangladesh, Brasil, México, Filipinas, África do Sul e Reino Unido. Leia aqui o anúncio da iniciativa no Brasil.
O evento “Percursos Criativos para Culturas de Equidade” faz parte do Encontro de Parcerias e Trocas (ECT), que acontece anualmente em um dos seis países parceiros da iniciativa GlobalGRACE. O ECT esse ano acontece esse ano no Brasil.

A Proteção Socioambiental da Pan-Amazônia: tendências e cenários

O evento A Proteção Socioambiental da Pan-Amazônia: tendências e cenários apresentará os resultados de uma pesquisa sobre o estado atual da proteção socioambiental de 4 países da Amazônia (Brasil. Colômbia, Equador e Peru). O estudo analisa as principais mudanças no âmbito legislativo, institucional, orçamentário e de implementação de políticas desde a promulgação das diferentes Constituições até os dia de hoje, com especial referência aos últimos 5 anos.

O evento é organizado pelo Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio e pelo BRICS Policy Center, com apoio da Mott Foundation e IASS Potsdam.

Para participar não há necessidade de inscrição prévia. Os lugares são limitados, evento sujeito à lotação.

Aos alunos da graduação IRI/PUC-Rio, haverá emissão de certificado de participação para comprovação de atividade complementar.

Serviço:

29 de abril, 15:00 às 17:00, no Auditório do RDC*.

*Auditório localizado no Campus Gávea da PUC-Rio. Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea, Rio de Janeiro.

Os Mundos de Primo Levi

Instituto de Relações Internacionais e o Departamento de Letras da PUC-Rio convidam para a aula aberta “Os Mundos de Primo Levi“, ministrada pelo professor Renato Lessa, no âmbito da disciplina de pós-graduação “A escrita da História e Memória“. O evento acontecerá no dia 28 de março, de 13h às 16h, na Sala Cleonice Berardinelli (4° andar do prédio de Letras, PUC-Rio).

Primo Levi:

Nascido em Turim, Itália, em julho de 1919, Primo Levi foi um químico e escritor, sendo conhecido, principalmente, pelo seu trabalho sobre Holocausto, tendo em vista que o mesmo foi um prisioneiro em Auschwitz. Durante a Segunda Guerra Mundial, Levi fez parte de um grupo de resistência ao nazismo até que, em fevereiro de 1944, foi capturado por uma tropa italiana e enviado para o campo de concentração. Sua obra mais reconhecida, “É isto um homem?”, o tornou um dos pensadores mais importantes do século XX.

Renato Lessa:

Professor de Filosofia Política da PUC-Rio; Professor visitante da Université de Paris-Sorbonne; Investigador Associado do Instituto de Ciências Sociais na Universidade de Lisboa; Coordenador Acadêmico do Laboratório de Estudos Hum(e)anos, membro do Advisory Board do Instituto de Filosofia da Linguagem, da Universidade Nova de Lisboa; membro do Conselho Científico de Políticas de Exposição, do Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), membro do Comitê Científico do Museu do Amanhã (Rio de Janeiro).

O método da cartografia decolonial

Neste semestre de 2019.1, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio ofereceu aos alunxs a Oficina “O método da Cartografia Decolonial”

A oficina foi ministrada Marcelle Decothé (Asessora Parlamentar do Mandato da deputada estadual Mônica Francisco) e Fransérgio Goulart (Militante do Movimento de Favelas e do Fórum Grita Baixada).

O primeiro encontro ocorreu no dia 25 de Abril de 2019 no auditório do IRI 2 com a facilitação de Marcellle Decothé que apresentou as contribuições do método da cartografia no contexto das metodologias de pesquisa, em articulação com os estudos da subjetividade, pesquisa-ação e pesquisa-intervenção trazendo a proposta teórico- metodológica de construção de uma “nova” epistemologia periférica, onde a cartografia é utilizada como um método participativo de construção de novas narrativas. 

O segundo encontro foi realizado no dia 26 de Abril de 2019 no CENFOR em Nova Iguaçu e teve como proposta trazer noções, questões e proposições sobre um método que vem sendo associado a construção de um “novo” saber periférico que habita também ao desenvolvimentos de novas práticas do “fazer” pesquisa . Nesse dia,  Fransérgio Goulart e Marcelle Decothé realizaram uma discussão sobre as pistas do método cartográfico: o passo a passo da metodologia, as ferramentas para construir novos mapas, o acompanhamento de processos, a atenção do/a “cartógrafo” para as questões pertinentes ao campo. Nesse sentido, jogaram luz ao ato da pesquisa-ação, revalidando a cartografia como uma metodologia de pesquisa científico-favelado para enfim, incitarem reflexões sobre qual o lugar do pesquisador na pesquisa, sobre o que pesquisamos, para que pesquisamos e para quem pesquisamos.

Acesse os materiais utilizados aqui

Marcelle Decothé é Analista em Defesa e Gestão Estratégica Internacional formada pela UFRJ; Mestranda em Políticas Públicas em Direitos Humanos (PPDH/UFRJ). Pesquisadora associada ao ISER (Instituto de Estudos da Religião); Assessora Parlamentar do Mandato da deputada estadual Mônica Francisco; Fomentadora do Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro, militante de favelas e periferias do Estado do Rio de Janeiro. Cartógrafa periférica, pesquisadora ligada aos temas de raça, segurança pública e direitos humanos.
Fransérgio Goulart  é Historiador formado pela UERJ; Fomentador do Espaço Pra que e Pra quem Servem as Pesquisas sobre Favelas e do Curso sobre Segurança Pública e Epistemologia Favelada. Consultor da Petrobrás em Elaboração e Gestão de Projetos Sociais; militante do Movimento de Favelas e do Fórum Grita Baixada. Especialista em  Cartografias Insurgentes e ou Decolonial e apoiador de Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado como: Mães de Maio – SP, Mães de Manguinhos, Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado na Baixada Fluminense e Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência

Doing Post-Colonial IR | Curso Cápsula com Sankaran Krishna

O IRI/PUC-Rio tem o prazer de anunciar o Curso Cápsula “Doing Post-colonial IR”, que será ministrado pelo professor visitante Sankaran Krishna (University of Hawaii) e acontecerá nos dias 24 e 29 de abril, na Sala do prédio IAG – I-012,PUC-Rio.

O curso será ministrado em inglês e não haverá tradução simultânea.

Haverá emissão de certificado para atividades complementares.

Doing Postcolonial IR:

In recent decades, mainstream International Relations has been substantively transformed by scholars critical of its Eurocentrism, its racism, its economism, and its various other myopias. Important among these critical perspectives is that of postcolonialism –  the belief that we cannot understand the contemporary world without putting the fact of colonial conquest, imperialism, genocide and economic plunder of the third world under global capitalism at center stage. Postcolonialism begins from the view that the discovery of the new world in 1492 by Christopher Columbus inaugurated a decisively new epoch in the history of the world- and the ramifications of that event are still unfolding. That is, postcolonial IR defines the “post” in postcolonial not as “after the end” of colonialism but rather as “after the advent of colonialism” – a colonialism that is still ongoing and that has by no means ended. This brief undergraduate course will offer a theoretical overview of such a postcolonial standpoint on global politics or international relations– and look at two examples of how one actually does postcolonial IR. 

Os Cursos Cápsula têm como objetivo aproximar os professores que dão aula na pós-graduação aos alunos da graduação, bem como expor estes últimos às agendas de pesquisa mais atuais da disciplina. No segundo semestre de 2018, organizamos pela primeira vez os Cursos Cápsula, Visual Global Security e Geopolitics and its Critics, com dois professores do quadro permanente do departamento – Anna Leander e Stefano Guzzini, respectivamente.

Venezuela: um caleidoscópio chamado crise

O IRI/PUC-Rio tem o prazer de convidar para a mesa-redonda “Venezuela: um caleidoscópio chamado crise”, que debaterá os diferentes aspectos da atual crise na Venezuela. O evento acontecerá no dia 17 de abril, quarta-feira, às 11h no Auditório Pe. Achieta na PUC-Rio

A mesa será composta por Monica Herz (IRI-PUC-Rio), Marcelo Lins (Jornalista, Globonews), Embaixador Gelson Fonseca Junior (Instituto Rio Branco, UERJ), Omar Lugo, via Skype (Jornalista venezuelano, correspondente Reuters e EFE) e mediação de Andrea Hoffmann (IRI-PUC-Rio).

Não é necessário inscrição prévia para participar. Serão emitidos certificados de atividades complementares.

Mesa Redonda do filme “Exteriores: Mulheres brasileiras na diplomacia”,

O IRI/PUC-Rio e o CEBRI – Centro Brasileiro de Relações Internacionais convidam a todxs para a Sessão + Mesa Redonda do filme “Exteriores: Mulheres brasileiras na diplomacia”, que acontecerá no dia 15 de abril, das 9h às 12h, no Auditório do RDC (PUC-Rio). O documentário resgata histórias esquecidas que mostram a importância das mulheres para a diplomacia brasileira.

Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia é um projeto do Grupo de Mulheres Diplomatas, criado em 2013 e que hoje reúne mais de um terço das diplomatas brasileiras. Além de um documentário, o projeto se compõe desta plataforma virtual para reunião de entrevistas, artigos e futuros debates.

Aula Inaugural: Capitalism and Indigeneity in the Anthropocene: postcolonial reflections

Cada vez mais, torna-se evidente que nosso sistema econômico dominante (capitalismo) é incompatível com nossa contínua sobrevivência neste planeta como espécie. Sob uma perspectiva pós-colonial, 1492 marca o início de uma trajetória de modernização e desenvolvimento que tem envolvido terríveis custos para populações indígenas, classes subalternas e modos de vida não-eurocêntricos. Em meio a essa crise do antropoceno, estamos testemunhando, em todo o mundo, uma corrente de nacionalismos baseados em ideologias de darwinismo social – da Índia e Turquia ao Brasil e aos Estados Unidos. A aula inaugural discutirá como se pensa e age politicamente em tempos de crise existencial em escala planetária e refletirá sobre o que o pensamento pós-colonial tem a oferecer a esse respeito.

O Instituto de Relações Internacionais convida para a sua Aula Inaugural do primeiro semestre de 2019 intitulada “Capitalism and Indigeneity in the Anthropocene: postcolonial reflections“, ministrada pelo professor Sankaran Krishna. O evento acontecerá no dia 8 de abril, de 11h às 13h, no Auditório do RDC, PUC-Rio.

A aula será ministrada em inglês e não haverá tradução simultânea. Para participar não há necessidade de inscrição prévia. Os lugares são limitados, evento sujeito à lotação.

Sankaran Krishna:

Nascido na Índia, Sankaran Krishna se graduou em Química na Loyola College e completou seu Mestrado na Universidade de Jawaharlal Nehru, em Delhi. Em 1983, Krishna se mudou para os Estados Unidos, onde fez seu doutorado em Ciências Políticas na Universidade de Syracuse, em Nova York. Em 1990 ele entrou para a Universidade do Hawaii em Manoa, onde trabalha até hoje.

Seu trabalho tem como foco o nacionalismo, a identidade e conflitos étnicos, identidade política e estudos pós-coloniais, principalmente nas áreas da Índia e o Sri Lanka. Tanto em suas turmas de graduação quanto em suas turmas de pós-graduação, suas aulas emergem de sua pesquisa em andamento estando, atualmente, relacionadas com neoliberalismo, desigualdade global, pós colonialismo, desenvolvimento econômico em países de terceiro mundo, raça, racismo e sistema.