Paper de autoria da professora Isabel Siqueira foi apresentado no evento “Global South-South Development Expo”, em Nova York

O paper “The case for South-South Cooperation for Peace and Development” de autoria de Isabel Siqueira com assistência de Camila Santos foi apresentado pela professora e coordenadora Manuela Trindade no evento “Global South-South Development Expo” em Nova York. 

Organizado pelo UN Office for South-South Cooperation (UNOSSC) em colaboração com agências das Nações Unidas e outros parceiros, o GSSD Expo envolve estrategicamente todos os atores do desenvolvimento, incluindo o setor privado, a sociedade civil, organizações acadêmicas e filantrópicas a fim de ampliar iniciativas desenvolvidas no sul para ajudar a alcançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O paper foi comissionado pelo UN Office for South-South Cooperation (UNOSSC), como primeiro produto do grupo criado recentemente chamado Peace and Development Global South Thinkers. O grupo foi criado pelo UNOSSC, com representantes de think tanks do Sul Global. Teve seu primeiro encontro realizado nos dias 5 e 6 de outubro em Antigua, Guatemala, e o paper reflete as reflexões desse encontros e as ideias debatidas desde então pelo grupo.

Assista o video da GSSD Expo, com participação da professora Manuela Trindade.

Victória Santos ganha a bolsa “LASA Research Grants Program”

A doutoranda do IRI/PUC-Rio Victória Santos ganhou a bolsa “LASA Research Grants Program” com seu trabalho “Violência criminal/política na América Latina e a política de traçar linhas”.

 O LASA (Latin American Studies Association) tem como objetivo promover o debate intelectual a pesquisa e o ensino sobre a América Latina e Caribe e seus povos em todas as Américas além de promover os interesses do seu quadro diversificado de sócios e incentivar a participação cívica por meio do aumento de uma rede de relacionamentos e debate público. 

O Comitê Executivo LASA aprovou a criação de uma bolsa para apoiar a pesquisa de estudantes de doutorado matriculados em universidades latino-americanas.

O trabalho “Violência criminal/política na América Latina e a política de traçar linhas” da doutoranda Vitória Santos tem como proposta questionar como as linhas entre violência criminal e política são traçadas no âmbito da política pública por parte de ativistas, pesquisadores e funcionários do governo no contexto da “guerra às drogas”. Usando fontes documentais e entrevistas, a autora lança o olhar sobre como tais decisões influenciam as distinções feitas entre os militares e a polícia, entre a segurança pública e a segurança internacional e entre a justiça internacional e a local no Brasi, na Colômbia e no México.

Seminário discute direitos humanos, mobilizações e resistências

O Seminário “Direitos Humanos: mobilizações e resistências”, organizado pelo Centro Acadêmico de Relações Internacionais PUC-Rio, em conjunto com o IRI/PUC-Rio, foi pensado a partir da relevância de se discutir o tema dos Direitos Humanos na conjuntura atual. As mesas que compõem o evento colocam em evidência alguns elementos fundamentais para tomarmos o aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos como uma oportunidade para um debate atento e forte a respeito das violações cotidianas aos direitos humanos de algumas populações. O seminário busca pluralizar o que se entende por “direitos humanos” a partir das experiências cotidianas recorrentemente marginalizadas nos debates sobre as violações desses direitos. Além disso, tem por objetivo destilar caminhos alternativos em termos de políticas públicas e pautas de engajamento e resistência, buscando contribuir tanto para o questionamento como para o resgate da capacidade transformadora dos direitos humanos.

Mesa 1: 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos: afirmação de uma utopia compartilhada?

Moderada pela aluna Giuliana Mello, a primeira mesa contou com a presença de Lúcia Xavier (Organização Crioula), José Maria Gomez (Direito PUC-Rio) e María Elena Rodriguez (IRI/PUC-Rio).

Lúcia Xavier, em sua fala, fez uma contextualização social e histórica da Declaração Universal de Direitos Humanos que, segundo ela, se constituiu em um pacto social de proporção mundial em torno da instituição de princípios e normas voltadas para a promoção de condições mínimas de vida especialmente para aqueles grupos explorados e destituídos de direito face às disputas pelos bens comuns e pelo poder. Além disso, Lúcia coloca em questão o impacto social da luta contra o racismo no Brasil e sua importância para um avanço na área de Direitos Humanos do país.

José Maria Gomez, por sua vez, traz à tona as tensões da concepção hegemônica dos direitos humanos. Segundo o professor, muitos dos direitos culturais estão vinculados às concepções do ocidente e foram utilizados para legitimar regimes coloniais. Além disso o professor problematiza as políticas de Estado com relação aos direitos humanos por serem minimalistas, priorizando apenas alguns direitos específicos. José Gomez também dá importância à impossibilidade de se ter uma leitura teleológica e mecânica dos direitos humanos tendo em vista que eles foram se ressignificando através das diferentes lutas e contextos.

María Elena, em sua fala, afirmou que os valores consagrados pela Declaração Universal são de extrema importância mas que, no entanto, há uma necessidade de questionar alguns problemas e limites desse avanço. Nesse sentido, María Elena enfatizou a falta de internalização desses direitos nos valores que nos regem como sociedade e o crescente processo de estreitamento do espaço e da mobilidade dos direitos humanos.

Mesa 2: Direitos Humanos, Território e Mobilidade


Moderada pela aluna Julia Nogueira, a segunda mesa explorou os direitos de locomoção e território como parte dos direitos humanos a partir de estudos de caso que trazem consigo resistências de longa data. Para isso, o painel contou com a presença de Orlando Alves Santos Júnior (UFRJ), Pedro Charbel (Comitê Nacional Palestino de BDS), Joaquim Piñero (MST).

Orlando dos Santos, em sua fala, teve como foco os direitos humanos a partir do direito à cidade e à política urbana. Nesse sentido, o professor definiu o direito à cidade como um direito coletivo que, portanto, vai além dos direitos individuais. Além disso, Orlando apresentou a noção de inflexão conservadora, que surgiria a partir de tendências e estratégias que têm sido utilizadas no cenário atual, como o neoliberalismo. O professor vai dizer, portanto, que a lógica individualista e as políticas de austeridade trazidas pelo neoliberalismo impactam negativamente as políticas urbanas através da criação de territórios criminalizados, o que prejudica diretamente o direito à cidade de alguns grupos.

Pedro Charbel, por sua vez, falou sobre diferentes experiências de luta e resistência com o objetivo de apontar conexões entre elas e trazer esperança diante do atual cenário. Nesse sentido, Charbel abordou a questão da luta palestina, compartilhando sua experiência no movimento BDS (boicotes, desinvestimento e sanções) e apontando para a importância da solidariedade como um processo de resistência.

Joaquim Piñero, por outro lado, fez uma retrospectiva histórica do problema da terra no Brasil, posteriormente se aprofundando na luta do MST dentro desse contexto. Desse modo, Piñero problematiza as instituições brasileiras como sendo resquícios de um país escravocrata e elitista, utilizando como exemplo a atuação da Polícia Militar e dos meios de comunicação que, portanto, contribuem para a extrema desigualdade do país.

Mesa 3: Rio de Janeiro e o Colapso Dramático dos Direitos Humanos

Mediada pelo aluno Bruno Marchesini, a terceira mesa do Seminário foi composta por Irene Rizzini (Serviço Social PUC-Rio), Wesley Teixeira (CESEC) e Natália de Figueiredo (LADIH-UFRJ).

Em sua fala, Irene Rizzini focou na população jovem do Rio de Janeiro, enfatizando as perdas e avanços de políticas nesse âmbito. Como importante avanço, a professora mencionou a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente que teve um forte impacto no sentido de pensar a infância e a juventude brasileira como sujeitos de direitos. No entanto, Irene também enfatizou os muitos retrocessos que alertam para a necessidade de expressões de resistência, dando prioridade para aquelas que incluem a atuação direta da população infantil e adolescente.

Wesley Teixeira, por sua vez, destacou a importância de falar sobre o racismo ao se falar sobre direitos. Nesse sentido ele enfatizou a necessidade de se criar formas de resistência e apresentou suas experiências em movimentos de luta contra a opressão e a repressão dos corpos negros e favelados.

Natália Santana definiu o Rio de Janeiro como um laboratório onde são feitas experiências da política de segurança pública do país, uma grande violadora de direito humanos, segundo a palestrante. Nesse sentido, ela aponta para a contradição entre o papel do Estado como garantidor dos direitos humanos e, ao mesmo tempo, como violador desses mesmos direitos. No entanto, Natália também analisa o que deu certo no âmbito dos direitos humanos desde a Declaração de 48, apontando para o diálogo permanente que se criou com os movimentos sociais, que se colocaram como protagonistas na disputa e no enfrentamento da violação de direitos, estando, portanto, acima do próprio Estado nesse sentido.

Mesa 4: Pelos Direitos Humanos, seremos resistência

Moderada pela aluna Karollina Kaiser, o quarto e último foi composto por Gizele Martins (PPGECC/UERJ), Marta Fernández (IRI/PUC-Rio), Carolina Moulin (IRI/PUC-Rio) Gilmara Cunha (Conexão-G).

Gizele Martins, em sua fala, colocou em questão o fato de que, no Rio de Janeiro, há uma população precarizada e empobrecida que não é vista como sujeito de direito. Nessa perspectiva, Gizele usa o termo “cidade do apartheid” a fim de caracterizar a forma com que a uma parcela da população é excluída e controlada, vivendo em um constante estado de exceção. Para isso ela falou sobre sua experiência como moradora da favela da Maré.

Já a professora Marta Fernández fez uma leitura decolonial dos direitos humanos apontando o que essa perspectiva pode contribuir para uma análise do Brasil contemporâneo. Nesse sentido, ela se utilizou de autores dessa linha para trazer reflexões sobre as contradições e ambiguidades da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Por outro lado, Carolina Moulin baseou sua fala na questão do deslocamento forçado e sua ligação com os setenta anos da Declaração de 48. A professora falou, portanto, do processo de securitização do campo da mobilidade e a consequente do Estado nesse cenário, que tem o papel de garantir o direito a mobilidade ao mesmo tempo que deve garantir sua segurança e soberania.

Gilmara Cunha, em sua fala, teve como foco a questão da violação de direitos contra a população LGBTQ, principalmente moradora de favela. Gilmara colocou, portanto, a importância de se pensar na garantia de vida dessa população tendo em vista que o governo, ao invés disso, faz uma política de higienização contra a mesma.

Em breve o seminário na íntegra em nosso canal do Youtube.

Manuela Trindade ganha o Concurso Brasileiro de Obras Científicas e Teses Universitárias em Ciências Sociais da ANPOCS

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação do IRI/PUC-Rio tem o prazer de anunciar que a professora e coordenadora Manuela Trindade Viana ganhou o Concurso Brasileiro de Obras Científicas e Teses Universitárias em Ciências Sociais da ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) com sua tese “Preparing for war, preparing for peace: the Colombian ‘success story’ and the transformation of the military professional”, orientada pela Professora Monica Herz.

Sua tese tem como ponto de partida o questionamento: como foi possível que a Colômbia, um país estigmatizado como “problemático”, tenha sido tomado como referência para “soluções” de operações militares? Nesse sentido a autora problematiza a noção de “pós conflito” na Colômbia que presume a transição de um conflito problemático para um “pós-conflito” bem sucedido. Argumenta-se, portanto, que tanto as análises que apontam para um “cenário pós-conflito” quanto aquelas que resistem a tal reivindicação estão operando com as lógicas da presença / ausência de violência. Com isso o artigo propõe pensar o discurso “pós-conflito” em termos de transformação das regras pelas quais a violência é transmitida e as condições que permitem isso.

Aluna da graduação Mayara Maciel participa do Comitê Jovem de pesquisa internacional coordenada pelo CIESP

Aluna da graduação Mayara Maciel participa do Comitê Jovem de pesquisa internacional coordenada pelo CIESPI sobre o monitoramento da participação infantil e juvenil em programas de proteção à infância.

 O projeto inclui profissionais de diversos países e desenvolve estudos de caso com crianças, adolescentes e jovens no Canadá, África do Sul e China. O projeto resulta de uma parceria com a Ryerson University, no Canadá. A equipe internacional da pesquisa foi convidada para fazer dois workshops na Cats (Children as actors transforming society), localizada na Suíça. A Cats é uma conferência que ocorre todos os anos, cada um com um tema diferente, tendo como principal característica a presença e participação integral de crianças. Em 2018, portanto, o tema foi o enfrentamento da violência.

IRI PUC-Rio participa da fundação do Pugwash Brasil

No dia 17 de setembro de 2018, um novo Grupo Nacional, Pugwash Brazil, foi fundado no Rio de Janeiro por um grupo de cientistas e acadêmicos. Nesse sentido, os membros fundadores elegeram a professora Monica Herz (IRI/PUC-Rio) e o professor Paulo Sergio Wrobel (IRI/PUC-Rio) respectivamente como Presidente provisória e Secretário Executivo por um período inicial de três anos. Seu objetivo é promover, em benefício do público em geral, o debate e a ampliação do conhecimento sobre questões científicas, técnicas, econômicas e sociais relacionadas com: manutenção da paz e segurança internacional; papel da ciência e da academia na sociedade; e questões de impacto global através de conferências, palestras, workshops, debates e atividades similares. A Pugwash Brazil é formado por cientistas, acadêmicos e outros profissionais, bem como por indivíduos interessados. Estudantes universitários também podem participar. O grupo é inspirado na organização e nos objetivos das Conferências Pugwash sobre Ciência e Assuntos Mundiais, mas é independente dela. 

Pugwash Conferences on Science and World Affairs procura um mundo livre de armas nucleares e outras armas de destruição em massa fomentando, portanto, discussões criativas sobre formas de aumentar a segurança de todos os lados e promover o desenvolvimento de políticas que sejam cooperativas e voltadas para o futuro.

Professora Isabel Rocha participa do Encontro de Centros de Pensamento Iberoamericanos

Nos dias 3 e 4 de outubro, a professora Isabel Rocha participou do “Encuentro de Centro de Pensamiento Iberoamericano”, cuja finalidade é apoiar e fortalecer a cooperação entre os países da região para alcançar os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O evento também discutiu o volume de recursos que temos investidos em desenvolvimento a fim de saber como aplica-los de forma mais inclusiva, participativa de modo que a população, a sociedade civil e os centros de pesquisa possam ter uma influência maior no desenho dos projetos que estão sendo implementados na área de desenvolvimento e no tipo de monitoramento.

Natália Maria Félix de Souza ganha o prêmio de melhor tese do concurso da ABRI

Natália Maria Félix de Souza, doutora pelo IRI, ganhou o prêmio de melhor tese de Doutorado no 7º Concurso Nacional ABRI de Dissertações e Teses Universitárias em Relações Internacionais com seu trabalho “Crisis and Critique in International Relations Theory”, orientado pelo professor do IRI/PUC-Rio R.B.J Walker.

Resumo:

A dissertação investiga as narrativas de crise e críticas expressas em momentos significativos da história da teoria das Relações Internacionais com o objetivo de explicar como debates recentes sobre o “fim” ou “crise” da teoria das relações internacionais expõem os limites paradoxais da crítica nesse campo. A dissertação é estruturada por dois movimentos organizacionais.

IRI no 4º Seminário de Relações Internacionais da ABRI

Nos dias 26 e 27 de setembro, o IRI/PUC-Rio participou do 4º Seminário de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Internacionais, realizado na UNILA – Foz de Iguaçu. 

 Na mesa de teoria, realizada na abertura do evento, a Professora e Diretora Marta Fernández apresentou seu trabalho “Relações Internacionais e seus Epistemicídios”.

Os alunos do programa de pós graduação do IRI, Bruna Holstein Meireles, Francisco Eduardo Lemos de Matos, Gustavo Alvim de Góes Bezerra, Pablo Victor Fontes Santos, Paula Ribeiro da Cruz, Rachel Silva da Rocha Coutinho, Thiago Alves Braz, Aline Crhistine Figueiredo Rangel, Ana Carolina de Almeida Cardoso, Ana Carolina Macedo Abreu, Gabriel Gama de Oliveira Brasilino, Iago Drumond, Lucas Duarte Vitorino de Paula Xavier Guerra, Luma Freitas Lessa, Mariana Fernandes Braga Santos, Marina Sertã Miranda, Thallita Gabriele Lopes Lima, Victória Figueiredo Machado, também participaram da ABRI.

As alunas da Graduação, Dayse Bispo Teles e Isabela Dias Roque, por sua vez, também participaram do evento, tendo sido indicadas para o concurso de melhor trabalho de iniciação científica, na área temática “Ensino, Pesquisa e Extensão”, com o trabalho “O sensível como proposta metodológica para o estudo das Relações Internacionais”

Além disso, Natália Maria Félix de Souza, doutora pelo IRI, ganhou o prêmio de melhor tese de Doutorado no 7º Concurso Nacional ABRI de Dissertações e Teses Universitárias em Relações Internacionais com seu trabalho “Crisis and Critique in International Relations Theory”, orientado pelo professor do IRI/PUC-Rio R.B.J Walker.

Doutorando Pablo Fontes é aprovado para bolsa de pesquisa do IPEA

O doutorando Pablo Fontes foi aprovado na área de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e Refúgio pelo IPEA a partir de seu projeto “Refúgio, humanitarismo e mídia: as representações e os discursos imagéticos nas redes sociais sobre os (as) refugiados (as) venezuelanos (as) no âmbito da cooperação internacional para o desenvolvimento”.

O Ipea o tem interesse em convidar pesquisadores para colaborarem nos estudos e projetos do Instituto, por meio da concessão de bolsas de pesquisa, com foco nos objetivos definidos no Planejamento Estratégico 2023. As Bolsas foram criadas para contribuir com o aperfeiçoamento intelectual e profissional dos bolsistas, e também para promover o intercâmbio entre profissionais do Ipea e instituições similares, organismos públicos e universidades.

Objetivo da Pesquisa “Refúgio, humanitarismo e mídia: as representações e os discursos imagéticos nas redes sociais sobre os (as) refugiados (as) venezuelanos (as) no âmbito da cooperação internacional para o desenvolvimento“, por Pablo Fontes:

O objetivo geral deste projeto é analisar e refletir a fim de problematizar as representações  discursivas e as linguagens produzidas nas redes sociais sobre os (as) refugiados (as) venezuelanos que chegam ao Brasil. À construção imagética cada vez mais se mostra latente, principalmente, nos comentários e postagens de conteúdos que múltiplos (as) usuários (as) compartilham nas redes sociais, sobretudo, o facebook. Nesse sentido, buscou-se recortar o tempo histórico entre 2017 a 2018. A escolha deste período deve-se por um lado, a criação da nova lei migratória brasileira; por outro lado, o tempo histórico escolhido aponta para o elevado índice de solicitação de refugio de venezuelanos (as) no Brasil, tendo em vista a crise política e econômica na Venezuela.