“The ends of International Relations theory: Stages of reflexivity and modes of theorizing”. Publicação do Prof. Stefano Guzzini, o mais novo professor do quadro permanente do IRI/PUC Rio, na edição de setembro de 2013 do European Journal of International Relations.
A teoria das Relações Internacionais está sendo espremida entre dois lados. Por um lado, o mundo dos profissionais e especialistas ligados à disciplina muitas vezes percebem a teoria das Relações Internacionais como enganosa quando ela não corresponde ao conhecimento prático e redundante. O estudo acadêmico das Relações Internacionais pode e não deve ser nada além da capacidade de prestação de julgamento político que vem através da reflexão sobre a experiência histórica de praticantes. Por outro lado, e dentro de seus limites disciplinares, a teoria das relações internacionais é reduzida a um tipo particular de teoria empírica com o aumento da resistência para promover a auto-reflexão. Em vez disso, este artigo argumenta que nem a redução é viável. Reduzir teoria para o conhecimento prático é executado em auto-contradições, reduzir a teorização para seu modo empírico subestima a função constitutiva de teorias, o papel dos conceitos e, portanto, a variedade de modos necessários de teorização. Eu apresento esta dupla reivindicação em passos de crescente reflexividade na teoria das relações internacionais e proponho quatro modos de teorização: normativos, metateóricos, ontológico/constitutivo e empírico.
Nova Publicação! “Empty Portraits – Humanitarian Aid Campaigns and the Politics of Silencing“, artigo do professor Carlos Frederico Gama, dos mestrandos Felippe de Rosa e Ana Paula Pellegrino e da aluna da graduação Isadora de Andrade.
Confira! http://goo.gl/6HBj7L
“Foreign Policy Decision-Making Under the Geisel Government”. Livro publicado pela Professora do IRI Leticia Pinheiro.
Esta tese procura fornecer uma explicação para o conteúdo de três decisões de política externa implementadas durante o governo do General Ernesto Geisel (1974-1979). Isto é feito por meio da análise do processo de tomada de decisão que levou o Brasil: 1) a abster-se nas Reuniões de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores Americanas para votar o levantamento das sanções contra Cuba, 2) a reestabelecer as relações diplomáticas com a República Popular da China, e 3) a reconhecer o governo do MPLA em Angola. A hipótese central da tese é que, embora a doutrina do regime (National Security Doctrine/NSD) tenha moldado a conduta geral do governo, não é suficiente para explicar as mudanças nas principais linhas de política externa.
O livro editado pelo professor Kai Michael Kenkel e Peter Batchelor, conta com a participação pesquisadores do Instituto, como Robert Muggah, Paula Drumond, Barbara Bravo e o próprio professor Kenkel.
“This edited volume explores and outlines the research and policy on the SALW issue at this critical juncture. In addition to providing a detailed telling of the genesis and evolution of SALW research and advocacy, the volume features a series of essays from leading scholars in the field on both advances in research and action on SALW. It reflects on what has been achieved in terms of cumulative advances in data, methodology and analysis, and looks at the ways in which these developments have helped to inform policy making at national, regional and international levels. Alongside situating and integrating past and present advances in advocacy and international action, Controlling Small Arms also outlines future directions for research and action.
This book will be of much interest to students of small arms, peace and conflict studies, peacebuilding, security studies and IR.”
“Análise de Política Externa e Política Externa Brasileira: trajetória, desafios e possibilidades de um campo de estudos”. Artigo da Professora do IRI, Letícia Pinheiro na Revista Brasileira de Política Internacional.
No artigo é apresentada uma visão panorâmica da subdisciplina Análise de Política Externa (APE), na tentativa de refletir a diversidade que caracteriza a prática e a pesquisa nesse campo. Também mostra como a APE está se desenvolvendo no Brasil. Na primeira seção se apresenta de maneira sucinta a evolução da subdisciplina. Na segunda seção são assinalados os vínculos entre as principais aproximações teóricas das Relações Internacionais (RI) e da APE. Na terceira revisamos como os instrumentos da APE têm sido usados para analisar a Política Externa Brasileira.
O artigo Five generations of peace operations: from the “thin blue line” to “painting a country blue” publicado pelo professor Kai Michael Kenkel na Revista Brasileira de Política Internacional integra a prática internacional com a literatura analítica em uma apresentação sistemática e sintética da evolução das operações de paz desde sua concepção em 1948 até o presente. Possui finalidade didática, propondo uma estrutura básica para o florescente debate acadêmico no Brasil sobre as operações de paz e a intervenção, em vez de procurar estabelecer uma caracterização definitiva da prática dos capacetes azuis. A evolução das operações de paz é rastreada por meio de cinco “gerações” analíticas, cada uma acrescentando um fator crucial permitindo sua diferenciação de suas antecessoras. Cada geração é colocada em relação com mudanças na natureza do conflito e na interpretação dos princípios fundamentais das operações de paz. A cada passo, explicitam-se as amplas ligações com os temas teóricos centrais das Relações Internacionais.
Nova publicação! A professora Adriana Abdenur e o mestrando João Moura publicaram artigo “The North’s Growing Role in South–South Cooperation: keeping the foothold” na revista Third World Quarterly.
Para ler o abstract do artigo, acesse: http://goo.gl/kNTthm
O novo artigo “Recognition and the constitution of epochal change” na revista International Relations, do professor Nicholas Onuf aborda a questão do reconhecimento como algo inexplorado pelas RI, mas de fundamental importância para a mudança no mundo moderno. Para demonstrar isso, Onuf explora o que os teóricos políticos afirmam sobre o reconhecimento e ainda, mostra a relação entre o mesmo e a justiça.
Ele, então, se volta para as relações entre os estados para mostrar como a sociedade internacional sempre exemplificou os processos de reconhecimento que os teóricos políticos tentam encontrar dentro das sociedades modernas mais tardias.
Mestranda do IRI, Diana Thomaz, teve seu artigo “Post-disaster Haitian migration” publicado na revista “Forced Migration Review”. O artigo relata que, após o terremoto de 2010, no Haiti, mesmo com toda a ajuda para a reconstrução do país, as potências que se mostravam solidárias na reconstrução não acolhiam esses refugiados, já que eles não se encaixavam na definição do mesmo da Convenção dos Refugiados de 1951. Diana também apresentou o caso destes no Brasil e mostrou possíveis soluções para ajustar a maneira como a comunidade internacional lida com esses deslocados que saíram de estados frágeis e buscam refúgio.
O artigo, publicado pela professora Carolina Moulin na revista Carta Internacional, analisa o processo de construção social do refugiado na década de 1990, enfatizando o papel desempenhado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). O trabalho identifica três principais dinâmicas que orientaram o entendimento sobre e o tratamento dado, no plano internacional, às populações refugiadas, quais sejam: 1) a prevalência da compreensão da figurado refugiado como elemento potencialmente desestabilizador da ordem internacional; 2) a proliferação de novas categorias de “quase refugiados” e a relativização do movimento de construção espacial do deslocamento e 3) a busca pela separação estrita entre economia e política na definição do Refugiado em um contexto de fluxos migratórios mistos. O artigo explora cada uma dessas dinâmicas no âmbito dos processos internacionais mais amplos relativos à proteção humanitária. Conclui-se com algumas considerações sobre como as contingências normativas e institucionais experimentadas nesse contexto fomentaram a criação de um ambiente cada vez mais restritivo ao direito individual à mobilidade, dando poder a determinados atores em detrimento das próprias populações refugiadas.