South America and Peace Operations: Coming of Age

Editado pelo professor Kai Michael Kenkel, este livro pretende introduzir aos pesquisadores,  um conjunto de questões envolvendo a crescente influência da América do Sul como uma contribuidora para as operações de paz. Os autores proporcionam o leitor um entendimento historicamente e teoricamente fundamentado sobre o que motiva a política de defesa e as decisões sobre intervenção na região. Com a participação de contribuições de pensadores proeminentes no assunto e uma ampla variedade de estudos de caso, esse volume combina, com grande sucesso, aplicabilidade prática com uma diversidade de analises.

A professora Monica Herz e o mestre egresso Danilo Marcondes de Souza Neto também contribuem com capítulos para a edição


Sumário

Introduction: Diversity Within a Common Culture: South America and Peace Operations

KAI MICHAEL KENKEL

Assumptions on Intervention and Security in South America

MONICA HERZ

Democratization and Commitment to Peace: South America’s Motivations to Contribute to Peace Operations

ARTURO C. SOTOMAYOR VELÁZQUEZ

Regional Defense Integration and Peacekeeping Cooperation in the Southern Cone

DANILO MARCONDES DE SOUZA NETO

Out of South America to the Globe: Brazil’s Growing Stake in Peace Operations

KAI MICHAEL KENKEL

Punching Above its Weight: Uruguay and UN Peace Operations

JULIÁN GONZÁLEZ GUYER

From Fear to Humanitarianism: Changing Patterns in Argentina’s Involvement in Peace Operations

RUT DIAMINT

Learning to be Likeminded: Chile’s Involvement in Global Security and Peace Operations Since the End of the Cold War

ANDREAS E. FELDMANN AND JUAN ESTEBAN MONTES

Swimming Against the Tide: Venezuela and Peace Operations

JULIA D. BUXTON

Conclusions: Securing South America’s Peace Operations Acquis Post-MINUSTAH

KAI MICHAEL KENKEL

Um (des)encontro de saberes: teorias da Modernização e teoria das Relações Internacionais

Professora do IRI, Marta Moreno, tem seu artigo “Um (des)encontro de saberes: teorias da Modernização e teoria das Relações Internacionais” publicado na Carta Internacional.

Resumo

O artigo argumenta que embora a teoria das Relações Internacionais e as teorias da modernização tenham se desenvolvido, durante a Guerra Fria, em ambientes disciplinares desconectados, foi estabelecida uma divisão de trabalho implícita entre elas voltada para a (re)produção de um mesmo mundo. O mundo que as teorias das Relações Internacionais e da Modernização supostamente descreviam, mas que, de fato, construíam, era um mundo de Estados soberanos assentado numa clara separação entre os ambientes doméstico e internacional. Ademais, ambas as teorias produziam um mundo que urgia pela liderança dos Estados Unidos seja para lidar com os perigos e incertezas advindas de um ambiente internacional definido pela teoria das Relações Internacionais como “anárquico” ou para promover a modernização doméstica das sociedades pós-coloniais descritas pelas teorias da Modernização como “tradicionais”.

Providing Peacekeepers: Brazil

Publicado pelo professor Kai Michael Kenkel, o capítulo “Brazil” é um de 15 estudos de caso do livro “Providing Peacekeepers” de Alex J. Bellamy e Paul D. Williams. O livro estabelece um arcabouço teórico para estudar as motivações dos Estados para participarem de operações de paz das Nações Unidas. Adotando o enfoque desenvolvido no livro pela conhecida dupla de pesquisadores, o texto se debruça sobre as motivações normativas, econômicas, institucionais e estratégicas do país nas operações de paz.

Modernity at Risk: Complex Emergencies, Humanitarianism, Sovereignty

Por Carlos Frederico Gama

O livro nasceu, sem que soubéssemos, a partir de diferentes pontos de nossas pesquisas. Minha pesquisa de mestrado enfocou as operações de paz da ONU no pós-Guerra Fria e a pesquisa de Jana Tabak, no mestrado, enfocava crianças-soldado. Começamos a trabalhar juntos quando fizemos a matéria Operações de Paz do prof. Kai Kenkel no 1º semestre de 2008. Além da amizade, do interesse nas operações de paz e de adotarmos uma postura crítica, dividíamos a mesma orientadora – a Profa. Mônica Herz.

Em 2009 Jana defendeu sua dissertação de Mestrado no IRI e apresentei dois trabalhos em conferências sobre operações de paz (ISA) e emergências complexas (ABRI-ISA). Nos reencontramos na primeira versão do programa TEPP no 2º semestre de 2010 (Jana tinha começado seu doutorado no IRI). O TEPP nessa época enfocou questões humanitárias a partir de diversas perspectivas críticas. Juntamente com a equipe do TEPP, debatemos vários dos autores que utilizamos no livro.

Em agosto de 2010, decidimos apresentar nosso primeiro artigo conjunto para a ISA 2011 abordando o humanitarismo como mecanismo moderno de ordenamento do sistema internacional a partir de noções de risco e emergência (centrais na feitura da minha tese de doutorado). A primeira versão do livro – o artigo “After-Math: the Rearticulation of Modernity, from Subjects to Rights to Subjects from Rights” – foi apresentado com sucesso na ISA 2011 em Montreal, Canadá. A partir dos debates da ISA incorporamos o tema das emergências complexas trabalhando-as, juntamente com o humanitarismo, como modalidades de ordenamento internacional modernos.

Defendi minha tese de doutorado no IRI em 2011, pouco após Jana ser incorporada ao projeto HASOW. Nesse ínterim nosso artigo (já renomeado “Protecting Modernity Under Risk – Complex Emergencies and Humanitarianism as Sovereign Puzzles”) foi apresentado na WISC 2011 (Agosto) em Porto, Portugal. Jana passou um período no começo de 2012 nos Estados Unidos via bolsa-sanduíche. Meses em seguida, nosso artigo foi apresentado na BISA 2012 (Junho), em Edimburgo, Escócia.

Na BISA, entre acalorados comentários e interesse por parte de humanitários e acadêmicos, um representante da Lambert Publishing me contatou e nos propôs a publicação do artigo em formato paperback na Europa. A revisão do conteúdo foi finalizada nos meses após a BISA.

Nosso livro – “Modernity at Risk: Complex Emergencies, Humanitarianism, Sovereignty” foi lançado no dia 2 de Dezembro de 2012 e se encontra à venda na Amazon.com.

Cidades-BRICS e o fenômeno urbano global

Em artigo publicado na revista Carta Internacional, o professor Pedro Claudio Cunca Bocayuva e o doutorando Sérgio Veloso dos Santos Júnior argumentam que, nas últimas décadas, os países e cidades dos BRICS têm se constituído cada vez mais como protagonistas no processo da globalização. Desde a realização de megaeventos esportivos, que transformam os BRICS em territórios atraentes para investimentos, até a constituição de centros de qualificação profissional e inovação tecnológica, as cidades dos BRICS vêm crescentemente aproximando-se de posições centrais no cenário global. Esse artigo tem como objetivo abordar a importância das cidades dos países BRICS a partir de uma categoria analítica única, que denominamos cidades-BRICS.

BRICS e Questão Nuclear: Contestações e Rearfirmações diante dos Mecanismos de Governança Global

Em artigo publicado na revista Carta Internacional, a professora Monica Herz e o doutorando Victor Coutinho Lage avançam uma discussão sobre a relação entre os países BRICS e o regime de não proliferação nuclear, interrogando em que medida esse grupo e os países que o compõe favorecem a reprodução, a reforma, o fortalecimento ou a desestruturação desse mecanismo de governança global.Começamos com uma breve discussão sobre a posição do grupo BRICS quanto à agenda de segurança internacional, passando, em seguida, a uma ‑avaliação dos processos de transformação do regime de não proliferação nuclear no pós Guerra Fria. Finalmente, analisamos a posição do grupo BRICS e de cada país separadamente face tanto ao regime quanto a questões nucleares de forma mais geral. Concluímos que os países BRICS defendem o status quo em termos do conjunto dos mecanismos de governança que possibilitam e limitam o comportamento dos atores na esfera internacional, ao mesmo tempo em que buscam seu reposicionamento nas relações de poder que constituem tais mecanismos.

“BRICS e Questão Nuclear: Contestações e Rearfirmações diante dos Mecanismos de Governança Global”, artigo publicado por Monica Herz e Victor Coutinho Lage na revista Carta Internacional

O Brasil e as Operações de Paz em um Mundo Globalizado: Entre a Tradição e a Inovação

Recentemente o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) lançou o livro “O Brasil e as Operações de Paz em um Mundo Globalizado: Entre a Tradição e a Inovação” organizado pelo professor Kai Michel Kenkel e Rodrigo Fracalossi de Moraes.

A obra conta com um prefácio escrito pelo Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, onde o mesmo elucida a participação do Brasil em missões de paz em diferentes pontos do mundo, ressaltando o compromisso com o multilateralismo e a solidariedade aos países egressos de conflitos armados.

A professora Paula Drummond e os egressos Carlos Chagas Viana, Danilo Marcondes de Souza Neto, e Eduarda Passarelli Hamann também contribuem com capítulos para o livro.


Sumário

SUMÁRIO

PARTE I
ABORDAGENS ANALÍTICAS ÀS OPERAÇÕES DE PAZ

CAPÍTULO 1
O DILEMA INTERNO DA SOBERANIA: A EVOLUÇÃO DAS NORMAS DE INTERVENÇÃO
Kai Michael Kenkel

CAPÍTULO 2
USO DA FORÇA NAS OPERAÇÕES DE PAZ: SOLUÇÃO OU PROBLEMA?
Carlos Chagas Vianna Braga

CAPÍTULO 3
GÊNERO OU FEMINISMO? AS NAÇÕES UNIDAS E AS POLÍTICAS DE GÊNERO NAS OPERAÇÕES DE PAZ
Paula Drumond Rangel Campos

CAPÍTULO 4
OPERAÇÕES DE PAZ E COMÉRCIO DE ARMAS: GOVERNANÇA E “DESGOVERNANÇA” INTERNACIONAL NA GESTÃO DE CONFLITOS
Rodrigo Fracalossi de Moraes

PARTE II
EXPERIÊNCIAS NACIONAIS EM OPERAÇÕES DE PAZ: ESTUDOS DE CASO

CAPÍTULO 5
O CAPACETE AZUL E A FOLHA DE BORDO: AS CONTRIBUIÇÕES DO CANADÁ PARA AS OPERAÇÕES DE PAZ DA ONU
A. Walter Dorn
Robert Pauk

CAPÍTULO 6
O PESO DO PASSADO E O SIGNIFICADO DA RESPONSABILIDADE: A ALEMANHA E AS OPERAÇÕES DE PAZ
Kai Michael Kenkel

CAPÍTULO 7
A ÍNDIA E AS OPERAÇÕES DE PAZ DA ONU: RETROSPECTIVA E PROSPECTIVA
Oliver Stuenkel


PARTE III
O BRASIL NAS OPERAÇÕES DE PAZ

CAPÍTULO 8
PAX BRASILIENSIS: PROJEÇÃO DE PODER E SOLIDARIEDADE NA ESTRATÉGIA DIPLOMÁTICA DE PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA EM OPERAÇÕES DE PAZ DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
Filipe Nasser


CAPÍTULO 9
O BRASIL, O HAITI E A MINUSTAH
Danilo Marcondes de Souza Neto


CAPÍTULO 10
OPERAÇÕES DE PAZ: A PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NO PONTO DE INFLEXÃO DO TIMOR-LESTE
Luciano da Silva Colares


CAPÍTULO 11
O ENVOLVIMENTO DE CIVIS EM CONTEXTOS PÓS-CONFLITO: OPORTUNIDADE PARA A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL
Eduarda Passarelli Hamann

A disputa dos mares entre Holanda e Inglaterra: a construção do poder naval segundo a perspectiva de Mahan

Por meio deste estudo, procuramos compreender de que forma se deu a conquista dos mares pelas potências à época, aliando as teorias geopolíticas de Mahan ao contexto histórico em que o Sistema Internacional se encontrava. Por fim, nós constatamos que o poder hegemônico será obtido pelo Estado que souber empregar os poderes brando e bruto de modo a cooptá-los e emergir o status de ‘poder quo’.

“A disputa dos mares entre Holanda e Inglaterra: a construção do poder naval segundo a perspectiva de Mahan“, publicado por Rodolfo Carvalho Tellechea, Thaísa Bravo-Velenzuela e Silva, Yesa Portela Ormond na Revista de Geopolítica.