No artigo “Ripe for Resolution: International Mediation and Its Community”, publicado na revista Global Governance, as professoras Monica Herz, Maíra Siman, e Kristina Hinz discutem como a institucionalização das práticas de mediação internacional e a sua crescente relevância desde o fim da Guerra Fria coincidiu com a formação de uma comunidade epistêmica que compartilha práticas comuns.
O artigo analisa a consolidação desta comunidade através da circulação do conhecimento entre estudiosos e profissionais. Em particular, destaca o lugar do conceito de “ripeness”, desenvolvido por Ira William Zartman, na estabilização de uma divisão entre um momento de conflito e um momento de não conflito; e discute o lugar do sistema das Nações Unidas na sua disseminação entre os praticantes de mediação. O artigo argumenta que os entendimentos sobre as práticas de mediação que resultam destas concepções compartilhadas contribui para um isolamento destas práticas de visões mais amplas do conflito no seio da política internacional.
Resumo: “Este breve ensaio aborda um tipo de choque talvez mais elusivo e implícito incitado pela pandemia de COVID-19. Exploro a política de transgredir as normas, leis e restrições impostas por governos na tentativa de conter a disseminação do novo coronavírus, com a discussão focando na vida noturna que surgiu não além, mas por causa da pandemia, e a dimensão afetiva ali implicada. Para isso, localizo-me onde têm aparecido algumas das mais obscenas cenas, números e falhas que carregam a marca do COVID-19, o Brasil. Destaco, assim, os efeitos duradouros do colonialismo e do racismo no caso brasileiro na obtenção de gozo (jouissance) e do direito à transgressão.”
Para citar esse artigo: Mateus S. Borges (2021): Why are you still not partying? Politics of transgression and COVID-19 in Brazil, Critical Studies on Security, DOI: 10.1080/21624887.2021.1978642
Ao longo dos nove capítulos de intensa pesquisa documental e historiográfica aliada ao profundo conhecimento de atores e pesquisadores do período em estudo, a tese de Palmer é sistematicamente reforçada com base em múltiplas evidências empíricas, bem como desagregada e refraseada de forma a ensejar a imersão crítico-reflexiva do leitor. Tal tese desafia suposta e aparente simplicidade: a saúde global se constitui no local. Para desenvolvê-la, indicamos os três principais pilares argumentativos do autor; pontuamos subsídios relevantes oferecidos pela pesquisa; e concluímos com ideias acerca da contribuição da obra para o “redescobrimento do Brasil República” à luz dos diversos encontros no campo da saúde que conceberam nossa formação nacional.
Resenha do livro: PALMER, Steven. Gênese da Saúde Global: a Fundação Rockefeller no Caribe e na América Latina. Tradução de Annabella Blyth. 1a edição. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2015, 421 p. Coleção História e Saúde.
O artigo propõe uma discussão sobre as imbricações entre gênero e nação na Turquia, analisando como diferentes projetos de nação mobilizam questões de gênero e produzem discursos acerca de feminilidades e masculinidades que influenciam políticas de gênero no país. Argumentamos que dicotomias rígidas entre projetos ditos ‘progressistas’ ou ‘atrasados’ não se sustentam, dado que as premissas de que corpos e comportamentos de mulheres devem ser regulados e que a restrição de liberdades e direitos pode ser justificada em nome da (des)igualdade de gênero e da (ausência ou excesso de) liberdade sexual são amplamente compartilhadas no país.
De autoria de Paula Sandrin (IRI) e Monique Sochaczewski (IDP), o artigo foi publicado na Cadernos Pagu, revista online de acesso aberto e gratuito, que tem como objetivo contribuir para a ampliação e o fortalecimento do campo interdisciplinar de estudos de gênero.
Entrenching the Problem? International Organizations and Their Engagement in Latin America to Address Violence: The Case of the European Union in the Northern Triangle Lehmann, Kai
O livro Lendo Judith Butler: apropriações teóricas e políticas interdisciplinares – Ricardo Prata Filho e Thais de Bakker Castro (orgs.) – reúne capítulos de autoras e autores de diferentes instituições do país sobre os mais diversos temas e aportes teóricos que perpassam a obra de Judith Butler e intersectam a realidade brasileira. Nesse esforço de tradução e apropriação local, o livro perpassa a sociologia, a filosofia, a linguística, os estudos literários, a psicanálise, a ciência política e as relações internacionais. Além disso, é uma publicação digital e de livre acesso.
O trabalho conta com um prefácio (escrito por Jimmy Casas Klausen, IRI PUC-Rio), uma introdução (escrita por Ricardo Prata Filho e Thais de Bakker Castro), uma entrevista inédita com Judith Butler traduzida para o português (realização e tradução de Ricardo Prata Filho e Thais de Bakker Castro) e mais dez capítulos. Respectivamente, as autoras desses dez capítulos são: Marcos Mariano Viana da Silva (UFRN), Mikelly Gomes da Silva (UFRN), Elizabeth Sara Lewis (Unirio), Jucilene Braga Alves Maurício Nogueira (UFRJ / CEFET-RJ), Carla Rodrigues (UFRJ), Guilherme Massara Rocha e Vinícius Moreira Lima (UFMG), Berenice Bento (UnB), Vinícius Santiago (PUC-SP), Victor Galdino Alves de Souza (UFRJ), Raphael Torres Brigeiro (UERJ).
PREFÁCIO
Jimmy Casas Klausen
INTRODUÇÃO
Ricardo Prata Filho e Thais de Bakker Castro
ENTREVISTA COM JUDITH BUTLER: UM PANORAMA
Ricardo Prata Filho e Thais de Bakker Castro
1 – Notas sobre a apropriação da obra de Judith Butler e
dos estudos queer no Brasil
Marcos Mariano Viana da Silva
2 – Reflexões sobre a intersexualidade a partir do diálogo
com Judith Butler
Mikelly Gomes da Silva
3 – Matriz heteronormativa, ordens de penetração e
subversão contrassexual
Elizabeth Sara Lewis
4 – Problemas de gênero no corpo da linguagem
Jucilene Braga Alves Mauricio Nogueira
5 – A permanência do problema da materialidade do corpo
em Judith Butler
Carla Rodrigues
6 – Sexo, objeto e indeterminação: deslizamentos entre
Butler e a psicanálise
Guilherme Massara Rocha e Vinícius Moreira Lima
7 – Judith Butler: uma judia antissionista
Berenice Bento
8 – Pensando o luto público no Brasil a partir da filosofia
política de Judith Butler
Vinícius Santiago
9 – Poder, sujeição e resistência
Victor Galdino Alves de Souza
10 – As contribuições de Butler para uma política
democrática radical
Raphael Torres Brigeiro
Em artigo publicado na última edição (ago/set 2021) da revista The World Today (Chatham House), a professora Paula Drumond e Tamya Rebelo discutem a tsunami feminista que vêm mobilizando mulheres, especialmente mulheres jovens, na América Latina. Tratando dos movimentos que ganharam força após a eclosão de protestos sob o slogan “Ni una a Menos” na Argentina em 2015, as autoras argumentam que, ao expor atitudes autoritárias e misóginas, mulheres latino-americanas têm mantido viva a chama feminista. Apesar da crescente reação negativa e da repressão contínua, a Tsunami Feminista não apresenta sinais de recuo.
Flávia Rodrigues de Castro, pesquisadora de pós-doutorado do IRI e gerente de projetos e parcerias do DhLab/PUC-Rio, acaba de publicar, em coautoria com as pesquisadoras externas Marcia Vera (Queen Mary University of London) e Gisela Zapata (UFMG), artigo no site MigraMundo. O texto trata dos desafios à proteção de imigrantes e refugiados no Brasil em tempos de pandemia de COVID-19, ressaltando a solidariedade como forma de preencher as lacunas deixadas pela ausência de políticas públicas.
O professor Roberto Yamato acaba de publicar o artigo “Before the and of the World(s): Peter Fitzpatrick and the (Inter)national Supplement“ em edição especial da revista Law and Critique, uma das mais relevantes no campo da Teoria Crítica do Direito. A Edição Especial foi organizada em homenagem à Peter Fitzpatrick, falecido em 2020, e conta com participações de peso no mundo do pensamento crítico de direito (inter)nacional. No artigo, Yamato argumenta que o trabalho de Fitzpatrick oferece uma contribuição única aos estudos interdisciplinares de Relações Internacionais e Direito Internacional ao problematizar os pressupostos fundacionais dos entendimentos modernos da organização política e legal do mundo a partir de uma releitura decolonial desconstrucionista do campo.
Peter Fitzpatrick foi um dos maiores pensadores da Teoria Crítica do Direito e, além de orientador do professor Yamato em seu doutorado (ainda em andamento) em Birkbeck, University of London, esteve no IRI/PUC-Rio em 2013 na ocasião do seminário internacional “Descolonizando as Relações Internacionais: Contribuições dos Estudos Pós-Coloniais”.
Confira abaixo o poster do seminário internacional “Descolonizando as Relações Internacionais: Contribuições dos Estudos Pós-Coloniais” realizado em 2013 com participação de Peter Fitzpatrick
Como resultado das consequências da Pandemia da Covid-19, os países em todo o mundo estão enfrentando inúmeros desafios sanitários, econômicos e sociais; o risco de recessão prolongada, desemprego, fome, aumento da pobreza, são alguns deles. Muitos dos países têm recorrido aos bancos multilaterais de desenvolvimento procurando ajuda para implementar programas de recuperação. Este Fact Sheet sistematiza a atuação de alguns dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento no enfrentamento da Pandemia da COVID-19. A pesquisa buscou fazer uma análise variada e ampla a partir da seleção de instituições multilaterais globais e regionais. Foram considerados cinco grandes bancos: Banco Mundial (BM); Banco de Investimento Europeu (EIB); Banco Asiático de Investimento e Infraestrutura (AIIB); Novo Banco de Desenvolvimento (NDB); e o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB).
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