Nationhood and Citizenship: from producing states to enacting rights

A pesquisadora de pós-doutorado do IRI, Flávia Rodrigues de Castro, e a professora colaboradora, Carolina Moulin, contribuíram com um capítulo no Handbook on the Governance and Politics of Migration. O escopo interdisciplinar da obra é marcado por contribuições de pesquisadores renomados no campo da mobilidade internacional que propõem uma abordagem analítica e conceitual para compreensões críticas da governança migratória.

No capítulo Nationhood and Citizenship: from producing states to enacting rights, escrito pelas pesquisadoras do IRI, o conceito e a prática da cidadania são revisitados em uma análise voltada ao resgate da cidadania como plataforma para acesso a direitos em contextos desiguais de mobilidade.

Los Límites de la Democracia en Améfrica Ladina

Este trabajo se inscribe en el marco de un intento por generar una conversación entre el derecho y los estudios de género, a través de un abordaje amefricano. Tomando como punto de referencia la reinterpretación de Lélia González acerca de los procesos histórico-políticos constitutivos del continente denominado por ella Améfrica Ladina, este trabajo busca reorientar los debates relativos a las violencias y desigualdades de género experimentadas en dicho contexto. El principal objetivo de este artículo es racializar para politizar el género como una categoría empírica, analítica, y normativa. De este modo, aspiramos a comprender el campo político y conceptual que estructura las (im)posibilidades de ejercitar la propia humanidad y ciudadanía, en cuyo marco las cuestiones de género son permanentemente (re)configuradas. Estamos, por lo tanto, interesadas en traer al frente de la discusión una perspectiva diaspórica y comprometida con la experiencia Ladino- Amefricana. Para ello, asumimos como elemento central el genocidio contra la población negra e indígena implementado en el marco del proyecto moderno/colonial europeo, y los procesos de resistencia forjados en respuesta. A su vez, este trabajo pone en duda la existencia de una experiencia de género homogénea y descontextualizada de las relaciones de raza, clase, sexualidad, capacidad, edad, territorio, religión, y nacionalidad, entre otros sistemas de clasificación que sostienen estructuras de poder, saber, y ser a través de jerarquizaciones de nuestra humanidad. Se trata, al final de cuentas, de un ejercicio para reenfocarnos, que permitirá reconocer los límites de pactos raciales y sexuales (re)producidos durante el colonialismo y las complicidades del Estado democrático constitucional instituido en territorio brasileño sobre esta jerarquización de las humanidades. Con este fin, tomamos el sistema carcelario como el espejo de una sociedad cuyos términos y condiciones de ciudadanía se reflejan en procesos de deshumanización centenarios.

Autoras: Andréa Gill & Thula Pires

Por se tratar de capítulo em livro impresso, este texto não está disponível online.

Reimaginando os contornos de gênero: intervenções artísticas no campo das masculinidades

Neste artigo situa-se a discussão sobre gênero e masculinidades no contexto das suas qualificações e desqualificações hierárquicas da nossa humanidade. Partindo da violência estrutural e estruturante que marca as pós-colónias, como o Brasil, questionam-se as dinâmicas de violências raciais-genderizadas que reproduzem as normas, padrões e pactos imbricados de masculinidades hegemónicas. Desta forma, propõe-se um diálogo com práticas artístico-culturais periferizadas que redimensionam como incorporamos tais idealizações de gênero. Para esse fim, centramo-nos na produção do espetáculo Na Manha – desenvolvido no âmbito da residência artística do projeto de pesquisa-ação GlobalGRACE (Gênero e Culturas Globais de Igualdade), com a Companhia de Dança Passinho Carioca e sob a direção do coletivo de dança Mulheres ao Vento no Rio de Janeiro.

Autoras: Andréa Gill, Isabela Souza da Silva, Marta Fernández, Tatiana Moura

Resenha: Undoing Multiculturalism: Resource Extraction and Indigenous Rights in Ecuador

O livro é composto por uma introdução, sete capítulos de discussão e uma conclusão. Os dois primeiros capítulos são dedicados a introduzir a temática da luta indígena no Equador, delineando seus avanços e recuos entre o modelo neoliberal e o nacionalista-extrativista posto em prática por Correa. O capítulo 1, “Ser indígena no Equador”, fornece uma breve história do movimento indígena no país. O capítulo 2, intitulado “Dispensar e restringir direitos por meio de políticas e práticas”, detalha a crise do movimento indígena no início nos anos 2000 e sua relação com o governo Correa, incluindo os avanços e ambiguidades de seus direitos nesse período e a utilização da política pública para limitar e reprimir sua ação.

Este texto foi publicado no 2º número do volume 3 da Revista Rosa em 26/4/2021.

Ano: 2021
Título: Resenha de Undoing Multiculturalism: Resource Extraction and Indigenous Rights in Ecuador, de Carmen Martínez Novo
Autora: Isa Mendes
Tipo: Resenha de livro
Periódico/Editora: Revista Rosa

Migração, pandemia e resposta do terceiro setor: lições do Brasil e da Índia

A pesquisadora de pós-doutorado do IRI, Flávia Rodrigues de Castro, é uma das autoras do relatório internacional recém-publicado “Migration, Pandemic and Responses from the Third Sector: Lessons From Brazil and India”. O relatório é fruto de pesquisa intercontinental sobre o papel da sociedade civil no auxílio a migrantes e refugiados, no Brasil e na Índia, durante a pandemia do COVID-19. A pesquisa foi realizada com apoio do Global Policy Institute da Queen Mary University of London e o Global Research Forum on Diaspora and Transnationalism.

Mobilidade Humana, Migrações e Refúgio: Entre o local e o global

A pesquisadora de pós-doutorado do IRI, Flávia Rodrigues de Castro, é uma das organizadoras do livro Mobilidade Humana, Migrações e Refúgio: Entre o local e o global. A pesquisadora também contribuiu com um capítulo sobre as experiências migrantes no Brasil, produzido a partir do seu engajamento com a população refugiada no país. Neste capítulo, são discutidas algumas das principais questões trazidas à tona por solicitantes de refúgio e refugiados, assim como a necessidade de uma política de consideração de vidas no Brasil. O trabalho é fruto da tese de doutorado da pesquisadora, defendida em março de 2020 no IRI, sob orientação da Prof. Carolina Moulin.

A confluência entre virada local e virada estética nos Estudos para a Paz: uma abordagem heterodoxa para a Consolidação da Paz

Este artigo posiciona-se na interseção entre as viradas local e estética nos Estudos para a Paz, procurando examinar como a arte pode contribuir para transformar as dinâmicas dos conflitos violentos através do estímulo à reflexão crítica das pessoas e comunidades locais sobre os fatores estruturais e culturais que restringem suas possibilidades de vida. A discussão é ilustrada através de performances influenciadas pelo teatro do oprimido realizadas pelos teatros Rafiki e Badilika em zonas de conflitos violentos no continente africano, procurando destacar, finalmente, alguns aspectos críticos relacionados às possibilidades e limitações da interação entre arte e consolidação da paz.


Sobre os autores:

Gilberto Carvalho de Oliveira

Doutor em Relações Internacionais (Universidade de Coimbra, Portugal). Professor-Adjunto do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Luan do Nascimento Silva

Doutorando no Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI/PUC-Rio). Rio de Janeiro, Brasil.

Paulo Roberto Loyolla Kuhlmann

Doutor em Ciência Política na USP. Coordenador do Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais da UEPB. Paraíba, Brasil.

Stability abroad, instability at home? Changing UN peace operations and civil-military relations in Global South troop contributing countries

O professor Kai Michael Kenkel acaba de publicar o artigo “Stability abroad, instability at home? Changing UN peace operations and civil-military relations in Global South troop contributing countries” na revista Contemporary Security Studies.

O trabalho destaca os efeitos domésticos das mudanças em curso na prática de manutenção da paz das Nações Unidas sobre as tropas de Estados contribuintes do Sul Global. Justapondo a literatura sobre estabilização, as motivações específicas dos países contribuintes e, em particular, os efeitos sobre o controle civil das forças armadas envolvidas, Kenkel argumenta que os desenvolvimentos atuais nas operações de paz das afetarão negativamente as relações civis-militares nos Estados pós-coloniais contribuintes.

Responding to the Crisis in United Nations Peace Operations

O artigo de Kai Michael Kenkel e Conor Foley introduz o fórum “The crisis in United Nations peace operations”, também organizado pelos professores, na última edição da revista Contemporary Security Policy.

A ONU vem enfrentando dificuldades em responder efetivamente a muitos dos piores conflitos recentes no mundo. Mesmo antes da COVID-19, os capacetes azuis enfrentavam um período de graves limitações e restrições orçamentárias. A encruzilhada da crise econômica, o realinhamento geopolítico e a contínua adaptação da prática de manutenção da paz fornecem o pano de fundo das contribuições para o fórum especial. O artigo de Kenkel e Foley discute brevemente as recentes mudanças em operações de paz das Nações Unidas e introduz as contribuições oferecidas pelos demais artigos do fórum.

Na mesma seção, o professor Kai Michael Kenkel também assina o artigo “Stability abroad, instability at home? Changing UN peace operations and civil–military relations in Global South troop contributing countries”.

Perspectivas pós-coloniais e decoloniais em Relações Internacionais

O livro “Perspectivas pós-coloniais e decoloniais em Relações Internacionais”, organizado por Aureo Toledo, surge com o desafio de interrogar criticamente as bases da disciplina. Com participação de diversos professores e egressos do Instituto, os textos do volume procuram responder à necessidade de articular as diferentes contribuições do arcabouço teórico plural produzido pelo pós-colonialismo, para refletir, desde o Brasil, sobre problemas centrais do nosso tempo.

O professor João Pontes Nogueira assina o prefácio do volume, discutindo o histórico e a relevância da teoria pós-colonial e decolonial no campo das Relações Internacionais no Brasil e no mundo. A professora Marta Fernández contribuiu com o capítulo “Aimé Césaire: As exclusões e violências da modernidade colonial denunciadas em versos”, onde argumenta que a poesia de Césaire nos força a descentrar a Europa de sua posição de zênite de uma dita evolução histórica. O professor Roberto Yamato assina o capítulo “Pode o Migrante Falar? Um exercício de rearranjar desejos, escavar o eu e tornar delirante o outro em nós”, onde tece uma reflexão que nos leva a pensar o migrante irregular como o subalterno contemporâneo.

O livro também conta com a participação dos doutores egressos Ana Carolina Teixeira Delgado, Flávia Guerra Cavalcanti, Lara Selis, Leonardo Ramos, Natália Félix, e Victor Coutinho Lage, e da mestra egressa Francine Rossone de Paula.